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Petição "#EleNão" contra Erika Hilton atinge 335 mil assinaturas após eleição na Comissão da Mulher

Deputada do PSOL assumiu presidência do colegiado na Câmara e enfrenta críticas de parlamentares e mobilização nas redes sociais.

Portal de Prefeitura

16 de março de 2026 às 14:15   - Atualizado às 14:26

Erika Hilton- abaixo-assinado

Erika Hilton- abaixo-assinado Foto: change.org

A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados tem provocado forte repercussão política e nas redes sociais. Nos últimos dias, a parlamentar se tornou alvo de uma campanha com a hashtag “#EleNão”, utilizada por críticos que contestam sua presença no comando do colegiado.

Além da mobilização digital, uma petição online criada na plataforma Change.org ganhou grande adesão pública. O abaixo-assinado, intitulado “Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher”, já ultrapassa a marca de 335 mil assinaturas, ampliando o debate sobre a escolha da parlamentar para o cargo.

Erika Hilton foi eleita para presidir a comissão na quarta-feira (11), após votação que terminou com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Ela assumiu o posto anteriormente ocupado pela deputada Célia Xakriabá.

Críticas de parlamentares da oposição

A escolha da parlamentar gerou reações entre integrantes da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os críticos está a deputada Júlia Zanatta (PL-SC), que afirmou nas redes sociais que a eleição representaria, em sua visão, uma “derrota para as mulheres”.

Outros parlamentares também passaram a questionar a decisão da Câmara, argumentando que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero. As críticas intensificaram a polarização política em torno do tema.

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Petição reúne milhares de assinaturas

A petição online que critica a eleição de Erika Hilton afirma discordar da escolha da deputada para o comando da Comissão da Mulher. No texto, os organizadores defendem que a presidência do colegiado deveria ser ocupada por uma parlamentar cuja atuação esteja voltada especificamente às pautas relacionadas às mulheres.

O documento pede ainda que líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sejam pressionados a rever a decisão.

Entre os argumentos apresentados pelos autores da petição estão a necessidade de priorizar temas como saúde da mulher, combate à violência doméstica e representação política feminina.

Deputada fala em avanço histórico

Diante das críticas, Erika Hilton reagiu nas redes sociais e afirmou que sua eleição representa um momento histórico.

Segundo a parlamentar, a conquista simboliza não apenas um avanço pessoal, mas também um passo importante na luta por reconhecimento e direitos.

A deputada afirmou ainda que pretende ampliar o debate sobre proteção e garantia de direitos das mulheres durante sua gestão à frente da comissão.

O episódio tem ampliado discussões nas redes sociais e no meio político sobre representatividade, identidade de gênero e os rumos das políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil.

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