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Pedro Campos afirma que CPMI para investigar as fraudes do INSS é uma "cortina de fumaça"

O deputado acredita que a melhor forma de resolver o escândalo é fortalecendo as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

Jameson Ramos

14 de maio de 2025 às 12:44   - Atualizado às 12:44

Deputado Pedro Campos.

Deputado Pedro Campos. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado Pedro Campos, que é líder do PSB na Câmara, afirmou na terça-feira, 13 de maio, em entrevista à CNN, que a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é uma "cortina de fumaça".

Mesmo com seis parlamentares do PSB assinando o requerimento para a criação da CPMI, como a própria cunhada, a deputada federal Tabata Amaral, Pedro Campos destacou que a maior parte da bancada do seu partido não apoia o processo investigativo no Congresso.

O deputado acredita que a melhor forma de resolver as fraudes do INSS é fortalecendo as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

“Esse é um escândalo de corrupção que começou num governo e continuou no seguinte. Dentro desse processo, várias medidas foram tomadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo ex-presidente. Achar que o melhor lugar para investigar isso é o próprio Congresso Nacional não me parece inteligente. O que a gente vê, na verdade, é uma tentativa de criar uma cortina de fumaça”, afirmou em entrevista à CNN.

Questionado sobre o fato de parte da bancada do PSB ter divergido da maioria e votado a favor da CPMI, o líder da sigla afirmou que existe o consenso no partido de que deve haver uma investigação e de que os aposentados precisam ser ressarcidos. Há discordância, porém, sobre a melhor forma de concluir as investigações.

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Apoio do PSB

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) foi uma das parlamentares que assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa investigar os descontos indevidos sofridos pelos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Do PSB da Câmara, além de Tabata, também apoiaram a CPMI os deputados Duarte Jr (MA), Luciano Ducci (PR) e Heitor Schuch (RS). No Senado, os socialistas Flávio Arns (PR) e Chico Rodrigues (RR) também assinaram.

O apoio dos integrantes do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, foi duramente criticado pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. Segundo ele, nenhum dos deputados e senadores consultaram o partido antes de decidir endossar a proposta da oposição.

“Lamentamos, porque não é necessária essa CPI, uma vez que a Polícia Federal e a CGU já estão apurando. CPI a gente sabe que muitas vezes vira palco político”, afirmou Siqueira em entrevista à Folha de S. Paulo.

Por meio de suas redes sociais, a deputada Tabata Amaral defendeu a sua posição e disse que o que fizeram com as aposentadorias dos brasileiros nos últimos anos "é um escândalo".

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