Deputada Tabata Amaral e o presidente Lula. Foto: Montagem Portal/Divulgação/Agência Brasil
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) foi uma das parlamentares que assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa investigar os descontos indevidos sofridos pelos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Do PSB da Câmara, além de Tabata, também apoiaram a CPMI os deputados Duarte Jr (MA), Luciano Ducci (PR) e Heitor Schuch (RS). No Senado, os socialistas Flávio Arns (PR) e Chico Rodrigues (RR) também assinaram.
O apoio dos integrantes do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, foi duramente criticado pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. Segundo ele, nenhum dos deputados e senadores consultaram o partido antes de decidir endossar a proposta da oposição.
“Lamentamos, porque não é necessária essa CPI, uma vez que a Polícia Federal e a CGU já estão apurando. CPI a gente sabe que muitas vezes vira palco político”, afirmou Siqueira em entrevista à Folha de S. Paulo.
Por meio de suas redes sociais, a deputada Tabata Amaral defendeu a sua posição e disse que o que fizeram com as aposentadorias dos brasileiros nos últimos anos "é um escândalo".
"Precisamos investigar esses desvios a fundo, doa a quem doer. Por isso, assinei a CPMI do INSS", explicou.
A decisão de Tabata em apoiar a CPMI também vai na contramão do seu cunhado, o deputado federal e líder do PSB na Câmara, Pedro Campos. Segundo ele, o melhor caminho a seguir seria fortalecer as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União ao invés de começar um processo.
Pedro Campos chegou a afirmar em entrevista à CNN que a movimentação dos deputados para criar a CPMI é uma "cortina de fumaça".
“Esse é um escândalo de corrupção que começou num governo e continuou no seguinte. Dentro desse processo, várias medidas foram tomadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo ex-presidente. Achar que o melhor lugar para investigar isso é o próprio Congresso Nacional não me parece inteligente. O que a gente vê, na verdade, é uma tentativa de criar uma cortina de fumaça”, pontuou.
Entenda
A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional protocolou, na segunda-feira, 12 de maio, um requerimento pedindo a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A proposta teve a adesão de 223 deputados e 36 senadores - a maioria deles do Centrão e do PL. O número mínimo de assinaturas (171 na Câmara dos Deputados e 27 no Senado Federal) já tinha sido alcançado na semana passada, mas a responsável pela coleta na Câmara, Coronel Fernanda (PL-MT), queria reunir mais assinaturas para dar mais “corpo”. Damares Alves (Republicanos-DF) foi a responsável pela coleta no Senado.
"A investigação das fraudes no INSS é necessária para proteger os direitos dos aposentados e pensionistas, recuperar recursos desviados, responsabilizar os envolvidos, corrigir falhas institucionais, restaurar a confiança pública e prevenir novos crimes contra o sistema previdenciário brasileiro", diz o texto da CPMI.
Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dar seguimento ou não.
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