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Pastores do MEC: CGU multa igreja evangélica Assembleia de Deus por esquema de propina

O caso investigou a influência de líderes religiosos no Ministério da Educação, permitindo que agissem como lobistas para obter vantagens.

26 de novembro de 2024 às 11:43   - Atualizado às 12:05

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização.

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização. Reprodução/Internet

A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou uma multa de R$ 6.994,71 à igreja evangélica Assembleia de Deus de Goiânia – Ministério Cristo Para Todos, devido ao envolvimento em um esquema de propina que beneficiou o ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro , Milton Ribeiro.

O caso, popularmente conhecido como "Pastores do MEC", investigou a influência de líderes religiosos no Ministério da Educação, permitindo que agissem como lobistas para obter vantagens indevidas.

"Pastores do MEC"

O caso ganhou notoriedade após a descoberta de que líderes religiosos teriam agido como lobistas no MEC, intermediando a liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em troca de propina.

Entre as acusações está a prática de custeio de passagens aéreas para o ex-ministro, caracterizando “vantagem indevida”, segundo a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013). Outro ponto levantado pela CGU foi a distribuição de bíblias com a imagem de Milton Ribeiro como forma de retribuir benefícios obtidos.

Milton Ribeiro chegou a ser preso em junho de 2022 durante uma operação da Polícia Federal. O caso revelou um “gabinete paralelo” no MEC, controlado por pastores, que negociavam benefícios em troca de vantagens financeiras.

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Além da multa da CGU, Ribeiro já havia sido punido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República com uma censura ética, uma sanção que mancha seu histórico profissional.

O escândalo continua repercutindo, destacando a gravidade das irregularidades e a necessidade de maior fiscalização na gestão de recursos públicos.

Pastores envolvidos foram 28 vezes ao Planalto

Peças centrais no escândalo, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estiveram em pelo menos 28 ocasiões no Palácio do Planalto entre os anos de 2019 e 2022.

A dupla e o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ficaram presos por dois dias no ano passado. A maioria das visitas ocorreu na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas há registros da presença da dupla ou de um deles no Gabinete Adjunto de Agenda da Presidência da República, no Gabinete de Segurança Institucional e na Vice-Presidência.

Os registros das visitas estavam sob sigilo de 100 anos, decretados pelo governo Bolsonaro, mas foram revogados pelo governo Lula. A CNN obteve acesso aos dados via Lei de Acesso à Informação.

 

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