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Pastor Eurico critica reserva de vagas para MST no curso de Medicina da UFPE: 'É uma afronta'

A reserva de 80 vagas, segunda a instituição, integra uma política afirmativa destinada a ampliar o acesso a universidade.

Fernanda Diniz

24 de setembro de 2025 às 18:02   - Atualizado às 18:21

Deputado Pastor Eurico

Deputado Pastor Eurico Foto:Beto Dantas/Portal de Perfeitura

O deputado federal Pastor Eurico (PL-PE) expressou posicionamento contra a criação de uma turma exclusiva para integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A reserva de 80 vagas, segunda a instituição, integra uma política afirmativa destinada a ampliar o acesso a universidade

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como uma "afronta" ao esforço dos estudantes que se dedicam anos para ingressar em um dos cursos mais concorridos do país.

"O curso de medicina é o mais concorrido do país, pois adultos de várias idades passam anos e anos estudando para realizar esse sonho, agora o estudante terá que se contentar em saber que terá uma turma de 80 vagas somente para quem tem ligação com MST, com esse tipo de movimento ideológico, na UFPE. Isso é uma afronta aos pais que se dedicam a dar educação de qualidade aos filhos e, principalmente, a você estudante, que está se dedicando com tanto afinco a realização do sonho de cursar esse dificílimo e concorrido curso superior", escreveu o parlamnetar. 

Entenda 

O anúncio da criação de uma turma do curso de Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 80 vagas destinadas a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), provocou forte reação política. O vereador do Recife, Thiago Medina (PL), informou nesta semana que irá protocolar uma denúncia contra a universidade, alegando que a medida viola o princípio da isonomia e promove um privilégio com dinheiro público.

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“É um absurdo utilizar recursos da União para criar vagas exclusivas para um movimento político e ideológico”, afirmou o vereador em pronunciamento oficial. Medina também declarou que acionará o Ministério Público Federal (MPF) e poderá ingressar com ação judicial caso a UFPE mantenha a decisão.

A polêmica gira em torno do edital da nova turma de Medicina, que será ofertada no campus da universidade no Agreste pernambucano, em Caruaru. Segundo o documento, os candidatos devem apresentar uma redação com temas relacionados à reforma agrária, educação do campo ou comunidades rurais, o que, segundo críticos, favorece candidatos com alinhamento ao movimento social em questão.

Para Medina, a universidade deveria priorizar critérios técnicos e socioeconômicos amplos, válidos para todos os estudantes brasileiros, especialmente em um curso historicamente concorrido como Medicina.

“Estamos falando de meritocracia e igualdade de oportunidades. Vagas devem ser distribuídas com base em critérios republicanos, não ideológicos”, completou.

A proposta da UFPE, no entanto, se alinha a políticas afirmativas voltadas à inclusão de populações historicamente excluídas do ensino superior, especialmente no campo da saúde. Diversas universidades federais têm adotado modelos semelhantes para ampliar o acesso de quilombolas, indígenas e moradores de áreas rurais à educação superior.

Até o momento, a UFPE não divulgou posicionamento oficial em resposta às críticas ou à ameaça de ação judicial.

O debate levanta uma questão de fundo: como equilibrar políticas de reparação social com os princípios de isonomia e universalidade no ensino público? A judicialização do caso poderá oferecer uma resposta, mas o embate político e ideológico em torno do tema promete se intensificar.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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