Pesquisa Governo de Pernambuco entre João Campos e Raquel Lyra. Imagem: Arte/Portal de Prefetura
Uma pesquisa eleitoral que seria realizada em Pernambuco para medir intenções de voto para o Governo do Estado, Senado Federal e Presidência da República acabou cancelada antes mesmo do início da coleta de dados. A informação foi confirmada pelo diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, ao blog do Jamildo.
O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tinha divulgação prevista para este sábado, 6 de junho. A pesquisa também avaliaria índices de aprovação administrativa e a percepção dos eleitores sobre as gestões estadual e federal.
Segundo informações divulgadas pelo Blog do Jamildo, Murilo Hidalgo explicou que o instituto enfrentou dificuldades para cumprir o cronograma inicialmente planejado. De acordo com ele, outras demandas acabaram provocando atrasos que inviabilizaram a realização das entrevistas dentro do período previsto.
A pesquisa aparecia registrada no sistema do TSE sob o número PE-00371/2026. O planejamento previa a realização de entrevistas presenciais entre os dias 3 e 5 de junho com 1.500 eleitores distribuídos em diferentes regiões de Pernambuco.
Na disputa pelo Governo de Pernambuco, o questionário incluía nomes que já aparecem com frequência nas discussões sobre a sucessão estadual. Entre eles estavam a governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL) e o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL).
A pesquisa também reservaria espaço para perguntas relacionadas à avaliação da administração estadual. Esse tipo de levantamento costuma ajudar partidos e pré-candidatos a entender melhor o humor do eleitorado e os principais temas que influenciam a opinião pública.
No cenário para o Senado Federal, o instituto pretendia testar diferentes combinações de candidatos. A lista incluía nomes conhecidos da política pernambucana, como Anderson Ferreira (PL), Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PT), Miguel Coelho (União Brasil), Túlio Gadêlha (Rede), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Carlos Sant'Anna (Novo).
Os pesquisadores também planejavam aplicar perguntas espontâneas e estimuladas para medir o nível de conhecimento dos eleitores sobre cada possível concorrente. Esse tipo de metodologia costuma apontar tanto a força eleitoral quanto o grau de popularidade dos nomes avaliados.
Já para a Presidência da República, a pesquisa previa analisar diversos cenários. O questionário incluía o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP).
Além disso, o instituto planejava medir um eventual cenário direto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), hipótese que também despertava interesse entre observadores da política nacional.
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