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Para 73% dos brasileiros, facções criminosas devem ser consideradas grupos terroristas, diz pesquisa

Levantamento também mostra que 86% acreditam que criminosos são soltos por causa de leis fracas.

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12 de novembro de 2025 às 20:19   - Atualizado às 20:24

Criminosos de facções

Criminosos de facções Foto: Divulgação /Rede Social X

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), revela que 73% dos brasileiros defendem que organizações criminosas sejam enquadradas como grupos terroristas pela legislação. Outros 20% discordam da medida, enquanto 7% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de novembro de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi divulgada em meio às discussões no Congresso Nacional sobre o chamado PL Antifacção, projeto que propõe endurecer as penas contra o crime organizado e vem sendo tratado como o Marco do Combate ao Crime Organizado.

Desconfiança na Justiça

Outro dado relevante do estudo mostra a percepção generalizada de impunidade no sistema penal. Segundo a Quaest, 86% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “a polícia prende o bandido, mas a Justiça solta porque a legislação é fraca”. Apenas 11% discordam da frase, e 3% não têm opinião formada.

Essa percepção ganha força após operações policiais de grande escala, como a megaoperação no Rio de Janeiro, que mobilizou 2,5 mil agentes contra o Comando Vermelho. O episódio reacendeu o debate sobre a efetividade do combate às facções e a fragilidade das leis penais brasileiras.

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Debate sobre o PL Antifacção

O projeto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), propõe aumento de penas e a criação da figura de “organização criminosa qualificada”, com punições que podem chegar a 15 anos de prisão para casos de domínio territorial por meio de violência ou ameaça.

Inicialmente, Derrite havia proposto equiparar as penas aplicadas a terroristas às de integrantes de facções e milícias, o que gerou críticas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que alertou para “risco à soberania nacional”. O relator, contudo, já anunciou ajustes no texto, que deve ter nova versão votada ainda nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados.

A pesquisa reforça a demanda popular por medidas mais duras contra o crime organizado, ao mesmo tempo em que coloca o governo e o Congresso diante do desafio de equilibrar segurança pública e direitos constitucionais.

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