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Ex-nora de Lula é alvo da PF por suspeita de fraude em recursos do MEC

Operação Coffee Break investiga esquema de desvio de verbas na Educação envolvendo ex-parente e empresário ligado à família do presidente

Portal de Prefeitura

12 de novembro de 2025 às 20:14   - Atualizado às 20:17

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Coffee Break, que apura um suposto esquema de fraude em licitações e desvio de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os investigados estão Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

Segundo a PF, os dois teriam atuado em Brasília para liberar recursos públicos em benefício da empresa Life Tecnologia Educacional, contratada por prefeituras do interior de São Paulo para o fornecimento de kits e livros escolares. As investigações apontam que parte dos contratos teria sido superfaturada, com desvio de verbas para empresas de fachada.

A operação, autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Carla Ariane e Kalil Bittar, além de determinar a apreensão dos passaportes de ambos. O empresário André Mariano, dono da Life Tecnologia, foi alvo de mandado de prisão preventiva.

De acordo com os investigadores, a Life recebeu cerca de R$ 70 milhões de três prefeituras paulistas. Em uma agenda apreendida com Mariano, o nome de Carla aparecia acompanhado da palavra “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar com o presidente Lula. A PF acredita que esse relacionamento teria sido usado para intermediar vantagens indevidas junto ao governo federal.

A decisão judicial que autorizou a operação destaca que há indícios de atuação de Carla dentro do governo federal em defesa de interesses privados relacionados ao empresário investigado.

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Até o momento, nem a defesa dos envolvidos nem o Palácio do Planalto se manifestaram oficialmente sobre o caso. A PF segue analisando documentos e registros financeiros apreendidos para identificar o destino final dos recursos desviados e o grau de participação de cada investigado.

A Operação Coffee Break faz parte de uma série de ações recentes da PF voltadas ao combate à corrupção e ao uso indevido de verbas da Educação, um dos setores mais sensíveis e com maior impacto social no país.

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