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Operação mira policiais suspeitos de cobrar propina de influenciadores que anunciam rifas ilegais

Segundo o MP, muitos influenciadores e artistas aceitaram pagar os valores solicitados para evitar que suas contas nas redes sociais fossem bloqueadas por determinação judicial.

Gabriel Alves

13 de dezembro de 2024 às 15:59   - Atualizado às 16:39

Material apreendido durante Operação.

Material apreendido durante Operação. Foto: PF/Divulgação

O Ministério Público e a Polícia Federal realizaram, na quinta-feira, 12 de dezembro, uma operação contra policiais civis de São Paulo acusados de extorquir influenciadores e artistas que promovem rifas ilegais nas redes sociais.

Denominada Operação Latus Actio, essa é a segunda fase da investigação, que começou em 12 de março deste ano. O objetivo é combater crimes de corrupção ativa e passiva, além da exploração de jogos de azar.

As apurações indicam que os policiais civis exigiam propinas de empresários, cantores de funk e outros produtores de conteúdo para evitar que fossem investigados. Essas rifas, divulgadas principalmente no Instagram, são consideradas ilegais pelo Ministério da Fazenda. No Brasil, apenas sorteios promovidos por entidades beneficentes estão autorizados.

De acordo com o Ministério Público, muitos influenciadores e artistas aceitaram pagar os valores solicitados para evitar que suas contas nas redes sociais fossem bloqueadas por determinação judicial.

Nesta etapa da operação, foram expedidos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de São Paulo, Mauá, São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e São José dos Campos.

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Policiais federais desencadeou nesta sexta-feira, 13 de dezembro, uma operação para apurar esquema de compra de votos e lavagem de dinheiro na Baixada Fluminense. Entre os investigados estariam o prefeito de Duque de Caxias, Wilson Reis, e o ex-prefeito do município e atual secretário estadual de Transporte, Washington Reis.

As investigações começaram em outubro quando um homem foi preso em flagrante em Caxias, com R$ 1,9 milhão em espécie, sob suspeita de compra de votos. A partir daí, a Polícia Federal (PF) chegou a uma organização criminosa atuante na Baixada Fluminense a vários anos, que incluiria políticos e empresários de Duque de Caxias e de São João de Meriti.

De acordo com a PF, o grupo teria movimentado milhões de reais para financiar, de forma ilegal, campanhas de candidatos a cargos públicos. Empresas contratadas pelo poder público seriam utilizadas, segundo a investigação, para favorecer os políticos em suas campanhas.

Os crimes investigados incluem organização criminosa, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Por meio de nota, a prefeitura de Duque de Caxias informou que o prefeito Wilson Reis “não tem nenhum envolvimento no caso citado, confia na Justiça e está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

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