Nikolas Ferreira, Tagliaferro e Mores. Foto: Divulgação
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) solicitou a convocação de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
O pedido surgiu após a divulgação de mensagens que o servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria enviado e que causaram repercussão nas redes sociais.
Nikolas Ferreira apresentou o requerimento com base em prints divulgados pela Gazeta do Povo. Nas conversas, o ex-assessor de Moraes teria expressado temor de “ser morto” caso revelasse certas informações. A frase chamou atenção por sugerir a existência de segredos que, segundo ele, poderiam comprometer sua segurança.
Com o requerimento protocolado, a próxima etapa envolve a inclusão do pedido na pauta da comissão. Os membros precisam votar o documento para decidir se Tagliaferro será, de fato, convocado. Se os deputados aprovarem a solicitação, o comparecimento se torna obrigatório.
Uma matéria do Gazeta do Povo revelou mensagens obtidas pela Polícia Federal na investigação sobre o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que ele temia ser preso por ordem do ministro, ou até morto, caso contasse publicamente o que sabia.
Segundo a reportagem, em conversas particulares que manteve ao longo do ano passado com sua mulher, Tagliaferro expressou medo do ex-chefe.
“Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”, escreveu o perito, em 31 de março de 2024, para a sua atual esposa, numa mensagem de WhatsApp. No diálogo, ele manifestou o desejo de “contar tudo de Brasília” antes de morrer. “Minha vontade, é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto”, escreveu Tagliaferro.
As mensagens, inéditas, foram capturadas pela Polícia Federal no inquérito contra Tagliaferro que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Gazeta do Povo afirmou que teve acesso ao histórico de conversas dele com a mulher pelo WhatsApp a partir de um relatório oficial da investigação, e que o inquérito é público e o documento pode ser acessado por qualquer pessoa cadastrada no sistema de consulta processual do STF.
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