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Pastor CLEITON COLLINS vai ao MPPE contra suspensão de INTERVALOS BÍBLICOS em escolas públicas

Para o religioso, a medida vai contra a Constituição no artigo 18, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a livre expressão, a expressão da fé e liberdade religiosa.

Ricardo Lélis

23 de outubro de 2024 às 21:28   - Atualizado às 21:50

Pastor Cleiton Collins vai MPPE contra fim dos intervalos bíblicos.

Pastor Cleiton Collins vai MPPE contra fim dos intervalos bíblicos. Foto: Divulgação

O pastor Cleiton Collins foi ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nesta quarta-feira, 23 de outubro, levar um documentos que contesta a suspensão de intervalos bíblicos em escolas públicas do estado.

Para o deputado estadual, a medida vai contra a Constituição no artigo 18, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a livre expressão, a expressão da fé e liberdade religiosa.

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"Além de levar a paz, a palavra de Deus, levando a política de paz, está evitando que crianças, que os alunos partam por submundo das drogas, pra violência, bater em professor e tantas coisas erradas que tem acontecido nos intervalos", dissse o religioso.

Collins também disse que vai participar de audiências contra qualquer tipo de decisão contrária aos intervalos bíblicos.

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Entenda a polêmica

A manifestação do MPPE sobre os “intervalos bíblicos” nas escolas do estado, em resposta a denúncias do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Pernambuco (Sintepe), suscitou reações em relação à liberdade religiosa no ambiente escolar. O Conexão Política trouxe esta questão à luz em reportagem publicada em 11 de outubro.

Especialistas consideram a medida uma ameaça à liberdade de crença, potencialmente estabelecendo precedentes para proibições de práticas religiosas voluntárias, como estudos bíblicos durante os intervalos.

A decisão do MPPE, que acolheu as denúncias do sindicato, é vista como excessiva e sem respaldo jurídico claro, em contrariedade aos princípios da Constituição e tratados internacionais que garantem a liberdade religiosa.

A decisão do MPPE, ao acolher as denúncias do sindicato que considera as manifestações evangélicas uma “ameaça” à comunidade escolar, é vista por especialistas e defensores da liberdade religiosa como uma ação desproporcional e sem respaldo jurídico claro.

Segundo a Constituição Federal e tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), há ampla proteção para o exercício da liberdade de crença, especialmente em atividades voluntárias e fora do currículo escolar.

Em entrevista ao Conexão Política, a jurista Angela Vidal Gandra Martins defendeu a manifestação religiosa nas escolas, afirmando que "utilizar um espaço livre para discutir temas religiosos é um legítimo exercício da liberdade individual, garantido pela nossa Constituição".

Segundo a argumentação da profissional que conversou com o Conexão Política, defesa da liberdade religiosa é inegável, representando uma das manifestações mais profundas da individualidade e da coletividade, e que a restrição dessa prática, sustentada por alegações vagas e imprecisas, como as apresentadas pelo sindicato, compromete os princípios fundamentais da liberdade de expressão e de reunião.

A promoção de um ambiente que respeite a diversidade de crenças é essencial para a convivência harmônica na sociedade, e cercear tais manifestações apenas gera um cenário de intolerância e exclusão.

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