Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Moraes notifica Malafaia por criticar comandante do Exército; pastor alega perseguição

O líder religioso terá um prazo de 15 dias para se defender das acusações de injúria e calúnia.

07 de janeiro de 2026 às 13:14   - Atualizado às 13:16

Pastor Silas Malafaia e Alexandre de Moraes.

Pastor Silas Malafaia e Alexandre de Moraes. Foto 1: Rosinei Coutinho/STF Foto 2: Reprodução/Instagram

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes notificou o pastor Silas Malafaia para apresentar resposta prévia, no prazo de até 15 dias, à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

A notificação foi determinada após Moraes retirar, em 20 de dezembro, o sigilo da ação, instaurada a partir de denúncia apresentada pela PGR no dia 18, como revelou o Estadão. Em 22 de dezembro, o ministro assinou a carta de ordem que formalizou o prazo para a manifestação da defesa, e Malafaia foi notificado pessoalmente no dia 23.

Nesse intervalo, teve início o recesso do Judiciário, período em que ficam suspensos os prazos processuais entre 20 de dezembro e 20 de janeiro. À reportagem, Malafaia criticou a rapidez no andamento do caso.

"O regimento interno do STF, com resolução do Conselho Nacional de Justiça, diz que intimações ou ações durante o recesso ficam restritos a medidas de urgência. O STF não delibera matérias ordinárias. Como o Moraes manda me intimar numa velocidade estúpida?", afirmou.

Segundo a denúncia, Malafaia cometeu os crimes durante um discurso realizado em 6 de abril de 2025, em um ato público na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com a acusação, o pastor ofendeu a honra e a dignidade do comandante do Exército ao chamá-lo, ao lado de outros integrantes do Alto Comando da Força, de "frouxo", "covarde" e "omisso", em referência à prisão do general Walter Braga Netto.

Veja Também

"Cadê esses generais de quatro estrelas do alto comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, é para marcar posição", discursou Malafaia na manifestação.

O pastor afirmou que, durante o ato, não citou nominalmente o general Tomás Paiva.

A PGR sustenta que, na mesma ocasião, Malafaia acusou falsamente o comandante do Exército e outros oficiais-generais de cometer crimes militares, o que caracterizaria o crime de calúnia. As falas, segundo a denúncia, foram proferidas diante de milhares de pessoas e, posteriormente, divulgadas nas redes sociais do pastor, alcançando mais de 300 mil visualizações. Para o Ministério Público, as declarações tiveram o objetivo de constranger e ofender publicamente autoridades militares em razão do exercício de suas funções.

Malafaia classificou o processo como uma perseguição política e criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por denunciá-lo ao STF. "Eu não tenho foro no STF. Ele deveria me mandar para a primeira instância. O argumento é que Moraes preside o inquérito das fake news e das milícias digitais, mas o que isso tem a ver com a minha opinião em uma manifestação pública? Absolutamente nada. Isso é uma maneira covarde de produzir puríssima perseguição política", disse.

A acusação aponta ainda a incidência de agravantes, por se tratar de ofensas dirigidas a funcionário público no exercício do cargo, contra pessoa com mais de 60 anos, e praticadas em ambiente público e virtual, com amplo alcance. A PGR também solicitou que, em eventual condenação, seja fixado um valor mínimo para reparação dos danos causados.

Estadão Conteúdo 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:05, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter