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Lula diz que Trump vai praticar 'pirataria' se os EUA tomarem Ormuz e cobrarem taxa sobre cargas

Em postagem nas redes sociais o presidente americano classificou os Estados Unidos como "guardião" do estreito e anunciou a retomada do bloqueio aos navios iranianos.

Ricardo Lélis

13 de julho de 2026 às 20:25   - Atualizado às 20:25

Lula e Trump

Lula e Trump Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira, 13 de julho, que a cobrança de uma taxa de 20% pelos Estados Unidos para proteger navios no Estreito de Ormuz é "pirataria".

"Isso antigamente chamava-se pirataria. Um Estado importante como os Estados Unidos, que eu acho que durante muito tempo combateu a pirataria, não pode agora virar pirata", afirmou em visita a laboratórios no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Em postagem nas redes sociais nesta segunda-feira, 13, o presidente dos EUA Donald Trump classificou os Estados Unidos como "guardião" do estreito e anunciou a retomada do bloqueio aos navios iranianos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A declaração foi feita em meio à intensificação dos confrontos na região, considerada um dos corredores marítimos mais estratégicos para o comércio global.

Lula disse ainda que o "preço da guerra" já está afetando os alimentos no Brasil.

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"O preço da guerra está chegando no preço do feijão aqui no Brasil. Está chegando no preço do arroz, está chegando no preço do tomate, no preço da cebola, porque tornou o combustível mais caro."

O presidente ressaltou que o combustível só "não está mais caro no Brasil" porque o governo instituiu a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo para proteger o mercado interno.

"Isso que está acontecendo aqui é um estímulo, porque o Brasil não precisa morrer por conta do petróleo. O petróleo é importante para nós. Nós vamos continuar pesquisando. Nós vamos continuar usando. Mas, ao longo do tempo, a gente vai preparando o Brasil e a humanidade de que a gente pode viver sem combustível fóssil", afirmou.

'Não é normal, nem democrático'

O presidente disse ainda que os Estados Unidos provocaram a guerra com o Irã e "agora começam a cobrar pelo navio que atravessar sob a segurança dele". "Não é comum, não é normal, não é democrático, não é civilizatório", criticou Lula.

"É aproveitar a desgraça para ganhar dinheiro. Quem quiser comprar biodiesel pode vir aqui, que nós não vamos cobrar nada. Vamos cobrar só o preço justo daquilo que estamos produzindo", acrescentou.

O presidente defendeu que a sociedade deve se preparar para a transição energética e o fim dos combustíveis fósseis:

"A gente não vai jogar fora, porque é uma riqueza desse País. Mas a gente pode ir preparando a sociedade para viver com combustível renovável", declarou.

Lula também avaliou que o carro híbrido é ainda "mais importante" do que o carro elétrico. "Você vai poder utilizar um carro elétrico e etanol. Esse carro vai te dar mais autonomia. Esse carro vai ser mais confortável."

Estadão Conteúdo

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