Pernambuco, 16 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Defesa de Flávio Bolsonaro diz que decisão de Moraes de suspender visitas ao pai é inconstitucional

O advogado Tracy Reinaldet, que atua na pré-campanha à Presidência do senador, disse que recorrerá da medida.

Ricardo Lélis

13 de julho de 2026 às 21:31   - Atualizado às 21:31

Senador Flávio Bolsonaro.

Senador Flávio Bolsonaro. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O advogado Tracy Reinaldet, que atua na pré-campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 13 de julho, que recorrerá da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que impede o parlamentar de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o advogado, a decisão é "ilegal e inconstitucional."

"Desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje [segunda-feira, 13] aproxima o presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade", escreveu, em nota. "As medidas judiciais serão tomadas para reverter essa situação ilegal e inconstitucional."

Reinaldet argumentou que a decisão de Moraes desrespeita a Lei de Execução Penal, que assegura ao preso o direito de receber visitas de familiares e de manter comunicação com o mundo exterior. Para a defesa, esses direitos teriam sido restringidos pela decisão.

O advogado também sustenta que a proibição viola prerrogativas profissionais, já que Flávio Bolsonaro foi constituído como um dos advogados do pai. Nesse caso, diz, haveria afronta ao Estatuto da Advocacia, que garante ao advogado o direito de se comunicar com seu cliente.

Decisão de Moraes

Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro pelo prazo de 90 dias, o que abarcará o período do 1º turno da eleição presidencial.

Veja Também

A decisão foi tomada após Flávio divulgar carta do pai no último sábado, 11. Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

Moraes também intimou a defesa de Bolsonaro a se manifestar em até 48 horas e informar se o ex-presidente tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho.

Na decisão, o ministro destacou que a afirmação de Flávio de que a carta era um "recado muito importante que ele Bolsonaro queria dar para toda a nossa nação" sugere que o ex-presidente tinha ciência da divulgação.

O ministro ainda acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio por possível propaganda eleitoral antecipada.

"Ressalto, ainda, que a conduta de Flávio Bolsonaro, como instrumento de promoção política de sua pré-candidatura a Presidente da República, com a divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação", escreveu Moraes na decisão.

A carta foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em seu perfil. No texto, o ex-presidente diz confiar no senador como a "melhor opção" para combater a corrupção, a violência e o empobrecimento do Brasil disputando ao Planalto em 2026.

A declaração ocorreu em meio à briga pública entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:01, 16 Out

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Lojas Casas Bahia.
Decisão

Justiça homologa acordo para indenizar empregados demitidos das Casas Bahia

Após intermediação do MPT, ficou acertado entre a empresa e a CNTC que cada trabalhador receberá R$ 7,5 mil, pagamento de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS, além de comissões.

Lula e Flávio Bolsonaro.
Pesquisa

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 47%, e Lula aparece com 45% no 2º turno

Levantamento aponta empate técnico entre os candidatos; nos votos válidos, senador tem 51%, contra 49% do atual presidente.

Urna Eletrônica
Alerta

Eleições 2026: site falso cobra Pix para regularizar título eleitoral; entenda o golpe

A Justiça Eleitoral não envia SMS, e-mail ou mensagem de WhatsApp com cobranças ou links para pagamento.

mais notícias

+

Newsletter