A medida foi adotada após o senador tornar pública uma carta atribuída ao ex-presidente. No documento, Jair Bolsonaro o apresenta como seu representante e porta-voz na disputa presidencial
Bolsonaro e Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/redes sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão ocorre em meio ao cenário eleitoral e pode produzir reflexos na estratégia política da família durante a campanha deste ano.
A medida foi adotada após Flávio tornar pública uma carta atribuída ao ex-presidente. No documento, Jair Bolsonaro o apresenta como seu representante e porta-voz na disputa presidencial, fato que motivou a atuação do ministro.
Além de restringir as visitas do senador, Moraes estabeleceu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente apresente esclarecimentos sobre a divulgação da carta e as circunstâncias em que o conteúdo foi tornado público.
Na decisão, o ministro recordou que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde 24 de março deste ano, quando foram impostas diversas medidas cautelares. Entre elas, está a proibição de utilizar redes sociais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.
Para Alexandre de Moraes, a divulgação da carta pode representar um novo descumprimento das restrições determinadas pelo Supremo. O magistrado afirmou que a situação demonstra possível reincidência, lembrando que o ex-presidente já havia violado determinações judiciais em agosto de 2025, episódio que resultou na decretação da prisão domiciliar.
Diante da nova ocorrência, Moraes também determinou o envio de cópias da decisão e dos vídeos relacionados ao caso ao Procurador-Geral Eleitoral. O objetivo é dar ciência ao órgão para que avalie os fatos e adote, se considerar necessário, as providências cabíveis no âmbito eleitoral.
A decisão amplia o cerco judicial sobre Jair Bolsonaro em um momento de intensa movimentação política e acrescenta um novo capítulo à série de medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O caso segue sob análise do STF, enquanto a defesa deverá se manifestar dentro do prazo fixado pelo ministro.
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
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