Segundo o parlamentar, ele se posicionou favoravelmente às duas propostas durante a tramitação no Congresso Nacional e votou pela aprovação dos textos em plenário.
Lula da Fonte assina PECs. Foto: Divulgação.
O deputado federal Lula da Fonte, segundo-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, participou da assinatura de promulgação de duas emendas constitucionais relacionadas ao fim da escala de trabalho 6x1, com previsão de adoção da jornada 5x2, e à aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
Segundo o parlamentar, ele se posicionou favoravelmente às duas propostas durante a tramitação no Congresso Nacional e votou pela aprovação dos textos em plenário.
Lula da Fonte também destacou as etapas do processo legislativo necessárias para a aprovação de propostas de emenda à Constituição, incluindo as votações previstas no regimento e a posterior promulgação pelas Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Após o período eleitoral, o deputado afirmou que pretende continuar atuando, nos próximos quatro anos, em pautas relacionadas às condições de trabalho e aos direitos da população de Pernambuco e do Brasil.
Os deputados federais Lula da Fonte e Eduardo da Fonte, do Progressistas (PP-PE), apresentaram nesta terça-feira (13) o Projeto de Lei nº 5.546/2026, que propõe a inclusão de protocolos e diretrizes para o tratamento da ataxia de Friedreich no Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa prevê medidas para ampliar o acesso dos pacientes a medicamentos e à assistência médica necessária para lidar com a doença.
A ataxia de Friedreich é uma enfermidade genética rara, progressiva e sem cura, que afeta o sistema nervoso e pode comprometer o equilíbrio, a coordenação motora e a fala. A condição também pode atingir o coração e reduzir a expectativa de vida dos pacientes.
O projeto propõe alterações na Lei Orgânica da Saúde para prever a inclusão da omaveloxolona, ou de outros medicamentos com eficácia comprovada, nos protocolos de atendimento do SUS.
O texto também estabelece diretrizes para o diagnóstico, critérios de elegibilidade para o tratamento e acompanhamento clínico dos pacientes.
Caso a proposta seja aprovada, o Poder Executivo terá prazo de 180 dias para regulamentar as medidas previstas na legislação.
A iniciativa ocorre após o registro da omaveloxolona, comercializada com o nome de Skyclarys, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em abril de 2025, para o tratamento de pacientes a partir dos 16 anos. Segundo os parlamentares, o custo elevado do medicamento representa uma barreira para famílias que precisam custear o tratamento de forma particular.
Além da apresentação do projeto de lei, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte encaminharam o Ofício nº 083/2026 ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No documento, os deputados solicitam que o processo de incorporação do medicamento ao SUS avance e que sejam negociados preços para facilitar o acesso dos pacientes.
A mobilização também foi motivada pelo relato de Dante Canuto, jovem que acompanha a perda progressiva da autonomia do pai em decorrência da doença. O caso chamou a atenção dos parlamentares para as dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares diante da evolução da enfermidade e dos custos associados ao tratamento.
Na justificativa da proposta, Lula da Fonte defendeu a aprovação da medida como forma de ampliar as alternativas terapêuticas disponíveis às pessoas diagnosticadas com a condição.
Conto com o apoio dos nobres Pares para a aprovação deste Projeto de Lei, em atenção às pessoas que convivem com a ataxia de Friedreich e a seus familiares, que aguardam por uma alternativa terapêutica que lhes permita conter o avanço da doença e preservar sua autonomia e dignidade”, declarou o deputado.
A proposta busca estabelecer diretrizes para o atendimento de pessoas com ataxia de Friedreich na rede pública de saúde. O projeto ainda precisa tramitar no Congresso Nacional para que suas medidas possam ser transformadas em lei.
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