Pernambuco, 20 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

STJ manda Google e Yahoo desvincularem nome de delegada que viralizou fumando nota de R$ 50

O caso envolve um vídeo gravado em 2012, no qual a mulher aparece, aparentemente embriagada, dirigindo um carro.

Ricardo Lélis

15 de abril de 2026 às 19:42   - Atualizado às 19:42

Delegada foi flagrada tentando fumar nota de R$ 50.

Delegada foi flagrada tentando fumar nota de R$ 50. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade na terça-feira, 14 de abril, manter a desindexação do nome de uma mulher em resultados de busca nos provedores Yahoo e Google, em conteúdos considerados vexatórios.

O colegiado rejeitou um recurso apresentado pela Yahoo contra decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), seguindo o voto da relatora, a ministra Nancy Andrighi.

O caso envolve um vídeo gravado em 2012, no qual a mulher aparece, aparentemente embriagada, dirigindo um carro. Nas imagens, ela tenta fumar uma nota de R$ 50, afirma que saía de uma festa e admite ter ingerido bebida alcoólica, além de tentar ligar o veículo com um canudo.

Anos depois, já atuando como delegada no Pará, a mulher recorreu à Justiça pedindo a desindexação de termos associados ao seu nome que levassem ao vídeo.

No entendimento da relatora, provedores de busca não podem ser obrigados a remover completamente resultados vinculados a determinados termos.

Veja Também

No entanto, em situações excepcionais, quando a pesquisa envolve apenas o nome da pessoa e não há interesse público, é possível determinar a desindexação de conteúdos considerados desabonadores.

A decisão mantém o acesso ao material original, desde que sejam utilizados outros termos de busca, sem associação direta ao nome da autora.

O TJES já havia confirmado parcialmente o pedido, determinando que Yahoo e Google rompessem apenas o vínculo entre o nome da mulher e os resultados que exibiam o vídeo.

Delegada presa

A delegada Layla Lima Ayub foi presa na manhã em janeiro deste ano, em São Paulo, suspeita de manter ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Gaeco do Pará.

A investigação apura a atuação da delegada, recém-empossada, em favor da facção, incluindo vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. Durante a abordagem, os investigadores apreenderam dois celulares e, logo após a prisão, Layla entregou voluntariamente um terceiro chip.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

21:06, 20 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Juiz Olair Teixeira Oliveira Sampaio.
Inquérito

CNJ investiga juiz que ofendeu e ameaçou vítima de tentativa de feminicídio em audiência

Também será apurado o uso de linguagem misógina do magistrado contra uma promotora de Justiça na mesma ocasião.

Sede da Procuradoria Regional do Trabalho - 6ª Região, no Recife.
Trabalho

MPT-PE pede indenização de R$ 2 milhões à Drogasil após funcionários alegarem proibição de sentar

Ação afirma que caixas e balconistas não podiam utilizar os assentos disponíveis, mesmo nos momentos em que não atendiam clientes.

Médico
Decisão

STJ restabelece restrições do MEC a faculdades de medicina com baixo desempenho no Enamed

Entre as medidas previstas para as instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fies e ao Programa Universidade para Todos (Prouni).

mais notícias

+

Newsletter