Pernambuco, 05 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Romerinho Jatobá é condenado por desmatamento ilegal na Amazônia; vereador nega acusações

Defesa do presidente da Câmara Municipal do Recife alega que o parlamentar não possui vínculo com o imóvel ou com atividades agropecuárias na região.

Ricardo Lélis

12 de junho de 2025 às 09:41   - Atualizado às 20:09

Presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá.

Presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá. Foto: Portal de Prefeitura

A Justiça do Pará condenou o presidente da Câmara de Vereadores do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), por desmatamento ilegal de 404 hectares na Amazônia.

De acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, a sentença foi proferida no dia 5 de junho pelo juiz Jessinei Gonçalves de Souza, que determinou a reparação das áreas degradadas e o pagamento de uma indenização de R$ 202 mil.

Romerinho afirmou , por meio de nota ao jornal, que irá recorrer da decisão.

“Jamais fui proprietário de terras no Pará, não possuo rebanho bovino naquela região ou em qualquer outra, e nunca tive qualquer relação com a área mencionada”, declarou o vereador.

Na decisão, o juiz afirmou que os danos ambientais “são incontroversos e estão amplamente demonstrados” com base nos autos de infração e relatórios de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Veja Também

“Os documentos detalham a destruição de 404,27 hectares de floresta nativa no bioma amazônico, inclusive dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, e o descumprimento dos embargos com a utilização das áreas degradadas para atividade pecuária, com implantação e renovação de pastagem e criação de animais”, diz a sentença.

O juiz determinou a recuperação da área degradada e das demais infrações ambientais. As ações devem começar no prazo de 30 dias. O parlamentar também deve comprovar periodicamente a execução do plano de recuperação e paralisar imediatamente qualquer atividade econômica na área, sob pena de multa.

Além da indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 202 mil, a sentença também prevê apuração e pagamento pelos “lucros auferidos ilicitamente na área objeto do desmatamento”, perda de incentivos e benefícios fiscais, e suspensão de participação em linhas de financiamento bancário.

A defesa de Romerinho alega que ele não possui vínculo com o imóvel ou com atividades agropecuárias na região. Sustenta ainda que a apuração feita pelo Ibama é frágil e baseada em “entrevistas” com pessoas não qualificadas, pesquisa no Google e suposições sobre marcas de gado e um caminhão encontrado no local.

Nos autos, os advogados anexaram documentos para comprovar as atividades do vereador em Recife e a inexistência de propriedades rurais em seu nome no Pará.

Segundo a sentença, os imóveis afetados seriam as fazendas Água Preta, Beira-Rio e Pontal, localizadas em São Félix do Xingu (PA), e “essa conclusão foi embasada não apenas em entrevistas com trabalhadores locais e familiares do antigo proprietário, mas também na análise de Cadastros Ambientais Rurais existentes na base do Sicar [Sistema de Cadastro Ambiental Rural], que indicam a aquisição do imóvel pelo requerido em parceria com seu pai”, afirma o juiz.

Por nota, Romerinho reiterou que “documentos comprobatórios já foram anexados aos autos e todas as providências judiciais cabíveis estão sendo tomadas, inclusive com pedido de anulação das autuações”.

“O próprio Ibama reconheceu que não houve aplicação de multa até o momento, pois os processos administrativos ainda estão em curso. Reitera-se a confiança de que, com a análise completa dos elementos apresentados, ficará comprovada a ausência de qualquer responsabilidade ou vínculo com os fatos descritos”, conclui a defesa.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:55, 05 Ago

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Justiça.
Definição

CNJ aprova perda do cargo de juízes e extingue aposentadoria compulsória como punição máxima

O ministro do STF Edson Fachin disse que a medida representa "uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão".

Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Justiça

TJPE celebra 204 anos com homenagens e serviços de cidadania gratuitos; veja programação

Fundado em 13 de agosto de 1822, a corte está entre as instituições mais antigas do Estado de Pernambuco. Serão dois dias de comemorações.

TJPE vai usar torres de vigilância para orientar mulheres vítimas de violência
Proteção

TJPE vai usar torres de vigilância para orientar mulheres vítimas de violência no Recife

Mais de 650 equipamentos espalhados pela capital pernambucana serão transformadas em novos pontos de informação para essas pessoas em situação de vulnerabilidade.

mais notícias

+

Newsletter