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França quer construir prisão de segurança máxima na Amazônia para traficantes e radicais islâmicos

O ministro da Justiça francesa afirma que a estratégia é atingir o crime organizado em todos os níveis e que a prisão "será uma salvaguarda na guerra contra o narcotráfico".

Jameson Ramos

20 de maio de 2025 às 12:13   - Atualizado às 12:13

Presidente da França, Emannuel Macron.

Presidente da França, Emannuel Macron. Foto: Divulgação

A França planeja construir uma prisão de segurança máxima para traficantes de drogas e radicais islâmicos na Amazônia. A ideia do governo francês é erguer a unidade prisional próximo a uma antiga colônia penal em seu território ultramarino da Guiana Francesa.

O anexo de segurança máxima fará parte de uma prisão de 450 milhões de dólares (R$ 2,5 bilhões) com capacidade para 500 detentos. A construção do presídio está prevista desde 2017, mas a instalação não tinha objetivo de receber prisioneiros de segurança máxima da França continental.

O ministro da Justiça francesa, Gérald Darmanin, afirmou ao Jornal du Dimanche, que a prisão será inaugurada em 2028, no município de Saint-Lauent-du-Maroni. 

Segundo Darmanin, o anexo contará com 60 vagas "para retirar de circulação os perfis mais perigosos envolvidos no tráfico de drogas". O ministro aponta que da totalidade de vagas, 15 serão direcionadas para condenados por radicalismo islâmico.

"Minha estratégia é simples — atingir o crime organizado em todos os níveis. Essa prisão será uma salvaguarda na guerra contra o narcotráfico", disse Darmanin ao veículo francês. 

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Ele reforça que a localização isolada da prisão na selva amazônica "servirá para isolar permanentemente os chefes das redes de tráfico de drogas de suas redes criminosas".

Segundo o g1, o anúncio gerou indignação em toda a Guiana Francesa. Jean-Paul Fereira, presidente interino da Coletividade Territorial da Guiana Francesa — uma assembleia com 51 parlamentares que cuida dos assuntos locais — afirmou que ficaram surpresos com o anúncio, já que o plano nunca foi discutido com as autoridades locais.

Para Fereira, a medida é desrespeitosa. Segundo ele, o acordo assinado em 2017 previa a construção de uma nova prisão apenas para reduzir a superlotação da prisão principal da Guiana Francesa.

"Embora todos os representantes locais tenham, há muito tempo, solicitado medidas fortes para conter o aumento do crime organizado em nosso território, a Guiana não deve se tornar um depósito de criminosos e pessoas radicalizadas vindas da França continental", escreveu.

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