Lula com Boné CPX Ricardo Stuckert/Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado pela Justiça do Rio de Janeiro a se manifestar em uma ação por danos morais movida por um morador do Complexo do Alemão.
O processo tem como base declarações feitas por Bolsonaro em 2022, quando ele associou a sigla “CPX”, estampada em um boné usado pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao tráfico de drogas.
A decisão foi proferida pelo juiz Leonardo Cardoso e Silva, da 5ª Vara Cível da Leopoldina. O magistrado estabeleceu prazo para que as partes informem se pretendem produzir provas ou se concordam com o julgamento antecipado da ação.
Segundo o juiz, a ausência de manifestação ou a apresentação de pedidos genéricos será interpretada como concordância com a decisão sem a abertura de nova fase de instrução.
Na mesma decisão, o juiz limitou a três o número de testemunhas que poderão ser arroladas por cada parte, salvo apresentação de justificativa específica.
A ação judicial teve início após Bolsonaro criticar Lula durante a campanha eleitoral, quando o petista apareceu usando um boné com a sigla “CPX”, abreviação de “complexo de favelas”, durante uma visita ao Complexo do Alemão. À época, Bolsonaro afirmou que Lula estaria se aliando a criminosos.
O caso chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF), mas posteriormente foi remetido à primeira instância da Justiça do Rio de Janeiro.
O major Felipe Sommer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Santa Catarina, afirmou que a sigla “CPX” significa “cupincha, parceiro do crime”.
A declaração do policial foi feita durante uma entrevista ao podcast “Nem me Viu”, do canal do lutador de MMA Fabrício Werdum. A sigla “CPX” entrou no meio de uma polêmica após o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecer com um boné com a sigla durante uma agenda de campanha de 2022.
“Muita dizendo que ‘CPX’ é abreviação de completo. Não é. CPX significa ‘cupincha, parceiro do crime’. Eu tenho oportunidade de conversar com policiais do Rio de Janeiro, que atuam em unidades especializadas, policiais honestos e honrados, que se revoltam com esse tipo de situação. Tenho certeza que se fosse outro candidato naquela condição, ele provavelmente sequer sairia vivo daquele local”, declarou Sommer,
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Na audiência, o magistrado também determinou que o governo americano entregue documentos que possam identificar quem criou o registro considerado falso.
Em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos. Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos
Segundo os autos, ela criou uma identidade fictícia e, durante cerca de 14 meses de convivência, foi tratada como filha e recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados, até que a história foi descoberta.
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