Cantor Oruam. Foto: Redes Sociais/Reprodução
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na sexta-feira, 31 de julho, a revogação da prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, no processo em que ele é acusado de tentativa de homicídio. A decisão foi proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello.
De acordo com o advogado do artista, Thiago Lemos, a decisão também alcançou os demais réus da ação. As prisões preventivas foram substituídas por medidas cautelares.
Oruam era acusado de lançar uma pedra contra dois policiais durante uma tentativa de impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A operação tinha como alvo um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou que não existiam elementos suficientes para comprovar a tentativa de homicídio. A decisão também apontou não haver evidências de que Oruam tenha sido responsável por arremessar a pedra, que pesava 4,85 kg.
Apesar da revogação, o rapper continua foragido. Isso ocorre porque há outro mandado de prisão preventiva contra ele, relacionado a uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro.
A defesa de Oruam aguarda a análise de um habeas corpus que busca derrubar essa segunda ordem de prisão. O julgamento do pedido está previsto para o dia 12.
Após a decisão da sexta-feira, Márcia Gama, mãe do cantor, publicou uma mensagem nas redes sociais, agradecendo a Deus pela revogação da prisão, disse que o filho está bem e também agradeceu as manifestações de apoio recebidas durante o processo.
Márcia também é investigada no caso que apura a suposta lavagem de dinheiro. Ela chegou a ter a prisão preventiva decretada, mas conseguiu um habeas corpus e passou a responder à investigação em liberdade.
Oruam é considerado foragido desde o início de fevereiro de 2026. Conforme as investigações, ele teria descumprido medidas cautelares determinadas pela Justiça, situação que levou à expedição do mandado de prisão relacionado ao processo de lavagem de dinheiro.
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