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"Lula é antissemita", diz Flávio Bolsonaro ao participar de conferência em Israel

O senador afirmou que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo.

27 de janeiro de 2026 às 11:57   - Atualizado às 11:59

Flavio Bolsonaro e Benjamin Netanyahu reunidos em Israel.

Flavio Bolsonaro e Benjamin Netanyahu reunidos em Israel. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou nesta terça-feira, 27 de janeiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemita e classificou as ações dos Estados Unidos como um "novo modelo de cooperação internacional".

"Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações", declarou Flávio durante a "Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo", em Israel.

O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente: " O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal".

Flávio, que se apresentou "não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência", disse que se alinhará a Israel, caso seja eleito presidente: "Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror".

Numa indireta a Lula, o senador afirmou que "o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel" e que os dois países "compartilham uma longa e honrosa história", com "valores compartilhados", como liberdade, democracia e respeito pela vida.

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"O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado, é real e uma ameaça global", falou.

Acenos aos EUA e a Milei

Flávio defendeu a ação dos Estados Unidos e do presidente argentino, Javier Milei, na política internacional. Segundo ele, os Estados Unidos "ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional". Também afirmou que, caso seja eleito presidente, seguirá a mesma linha de acordos de Milei.

"Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil oficialmente assinará os acordos em janeiro de 2027", declarou.

Estadão Conteúdo

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