Influenciadora cristã culpa macumba pelo desastre no Rio Grande do Sul Arte: Portal de Prefeitura
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) condenou a influenciadora cristã Michele Dias Abreu a pagar R$ 50 mil por intolerância religiosa quando associou religiões de matrizes africanas às enchentes no estado.
A mulher, moradora de Governador Valadares, foi denunciada em 2024 pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela prática e pela incitação de intolerância religiosa, por meio de publicação em rede social (art. 20, § 2º, da Lei n° 7.716/1989).
Segundo apurado, no dia 5 de maio de 2024, ela publicou um vídeo no qual relaciona a tragédia climática no Rio Grande do Sul a religiões de matriz africana. Entre outras afirmações discriminatórias e preconceituosas, diz:
"Eu não sei se vocês sabem, mas o estado do Rio Grande do Sul é um dos estados com maior número de terreiros de macumba. Alguns profetas já estavam anunciando sobre algo que ia acontecer no Rio Grande do Sul, devido à ira de Deus mesmo".
Michele insinuou que as pessoas brincam com o sagrado, fazendo com que inocentes sofram as consequências por essas atitudes.
“Deus é santo, não há um Deus maior do que ele e aí as pessoas estão abusando disso. Vocês podem ter certeza que Deus não divide a sua honra com ninguém e isso vai ter consequências, está tendo consequências”, alertou.
Depois da repercussão negativa da mensagem, a influenciadora privou sua conta no Instagram.
Com um perfil público e quase de 32 mil seguidores, o vídeo foi compartilhado por diversos perfis e chegou a três milhões de visualizações.
Na denúncia, a promotora de Justiça Ana Bárbara Canedo Oliveira afirma que, ao proferir esses dizeres, na condição de titular de perfil público e com milhares de seguidores, além de praticar o crime, a influenciadora também induziu outras milhares de pessoas à discriminação, ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz africana.
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A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
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