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Justiça boliviana decreta prisão de Evo Morales, aliado histórico de Lula

Ex-presidente da Bolívia é investigado por suposta participação em bloqueios de estradas e protestos realizados entre maio e junho deste ano.

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30 de julho de 2026 às 14:29   - Atualizado às 14:33

Lula e Morales

Lula e Morales Foto: Divulgação/PT.Org

A Justiça da Bolívia decretou a prisão do ex-presidente Evo Morales, aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito de uma investigação sobre protestos e bloqueios de estradas que atingiram diversas regiões do país entre maio e junho deste ano.

A ordem foi emitida pela Promotoria de Santa Cruz nesta quarta-feira (29). Morales é investigado por supostos crimes relacionados à organização das manifestações, que provocaram interrupções no transporte de passageiros e cargas, além de prejuízos econômicos em diferentes setores.

Quais são as acusações

De acordo com as autoridades bolivianas, o ex-presidente é alvo de investigações por crimes como terrorismo, levante armado, atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos, instigação pública ao crime e associação criminosa.

Segundo o Ministério Público da Bolívia, a presença de Morales é considerada essencial para o andamento das investigações, que buscam identificar os responsáveis pela convocação, organização e logística dos protestos.

Além do ex-presidente, dirigentes sindicais e lideranças sociais também são investigados no mesmo processo.

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Governo boliviano vê tentativa de desestabilização

O governo do presidente Rodrigo Paz classificou os bloqueios como uma tentativa de desestabilização política e afirmou que as manifestações ultrapassaram os limites do protesto social.

Autoridades bolivianas sustentam que as ações causaram desabastecimento, prejuízos milionários e a paralisação de importantes rotas do país.

Os protestos foram organizados por entidades sindicais e grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales, que questionam a condução política do atual governo.

Evo Morales reage

Após a divulgação da ordem de prisão, Evo Morales se manifestou por meio das redes sociais e afirmou que não pretende recuar diante das investigações.

"Não vão nos intimidar", escreveu o ex-presidente em publicação na rede social X.

Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e continua sendo uma das principais lideranças políticas do país e uma referência para setores da esquerda latino-americana.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o cumprimento da ordem de prisão ou sobre o paradeiro do ex-presidente boliviano.

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