Lula e Morales Foto: Divulgação/PT.Org
A Justiça da Bolívia decretou a prisão do ex-presidente Evo Morales, aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito de uma investigação sobre protestos e bloqueios de estradas que atingiram diversas regiões do país entre maio e junho deste ano.
A ordem foi emitida pela Promotoria de Santa Cruz nesta quarta-feira (29). Morales é investigado por supostos crimes relacionados à organização das manifestações, que provocaram interrupções no transporte de passageiros e cargas, além de prejuízos econômicos em diferentes setores.
De acordo com as autoridades bolivianas, o ex-presidente é alvo de investigações por crimes como terrorismo, levante armado, atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos, instigação pública ao crime e associação criminosa.
Segundo o Ministério Público da Bolívia, a presença de Morales é considerada essencial para o andamento das investigações, que buscam identificar os responsáveis pela convocação, organização e logística dos protestos.
Além do ex-presidente, dirigentes sindicais e lideranças sociais também são investigados no mesmo processo.
O governo do presidente Rodrigo Paz classificou os bloqueios como uma tentativa de desestabilização política e afirmou que as manifestações ultrapassaram os limites do protesto social.
Autoridades bolivianas sustentam que as ações causaram desabastecimento, prejuízos milionários e a paralisação de importantes rotas do país.
Os protestos foram organizados por entidades sindicais e grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales, que questionam a condução política do atual governo.
Após a divulgação da ordem de prisão, Evo Morales se manifestou por meio das redes sociais e afirmou que não pretende recuar diante das investigações.
"Não vão nos intimidar", escreveu o ex-presidente em publicação na rede social X.
Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e continua sendo uma das principais lideranças políticas do país e uma referência para setores da esquerda latino-americana.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o cumprimento da ordem de prisão ou sobre o paradeiro do ex-presidente boliviano.
2
3
4
03:09, 09 Set
26
°c
Fonte: OpenWeather
Candidata ao Senado apresentou propostas durante sabatina da Fiepe e destacou articulação política para defender interesses do Estado.
Para o órgão, a medida representa uma interferência nas prerrogativas do presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.
Débora, que é baiana e mora em Paulínia, no interior de São Paulo, concluiu capacitações nas áreas de marketing e planejamento.
mais notícias
+