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Julgamento de Bolsonaro avança e Paulo Gonet inicia acusação contra os réus

A PGR afirma que o ex-presidente e seus aliados integraram uma organização criminosa armada voltada a minar o resultado das eleições de 2022.

Redação

02 de setembro de 2025 às 11:30   - Atualizado às 11:30

Paulo Gonet e Jair Bolsonaro.

Paulo Gonet e Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O julgamento que pode definir o destino político de Jair Bolsonaro (PL) e de sete de seus aliados mais próximos avançou nesta terça-feira, 2 de setembro, no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a leitura do relatório feita pelo relator Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, iniciou a acusação e vai detalhar as denúncias contra os réus.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os acusados integraram uma organização criminosa armada voltada a minar o resultado das eleições de 2022. Entre os crimes apontados estão tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.

Réus do processo

Além de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, também estão no banco dos réus:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice em 2022;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

Bolsonaro não compareceu à sessão. Segundo seus advogados, Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, o ex-presidente chegou a expressar o desejo de estar presente, mas acabou desistindo. O motivo, conforme pessoas próximas, teria sido uma crise persistente de soluço que o vem afetando nos últimos dias.

Julgamento

O processo segue as regras previstas no Regimento Interno do STF e na Lei nº 8.038 de 1990. O primeiro voto é do relator Alexandre de Moraes. Em seguida, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma.

A decisão final será tomada por maioria simples, ou seja, bastam três dos cinco ministros para definir pela absolvição ou pela condenação dos acusados.

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