Josley Batista, Donald Trump e Lula. (Fotos: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Ricardo Stuckert/PR)
O empresário Joesley Batista atuou como mediador para viabilizar o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, marcado para esta quinta-feira, 7 de maio, na Casa Branca. A informação foi divulgada pela agência Reuters e pela CNN Brasil.
Inicialmente prevista para março, a reunião entre os dois líderes foi adiada em razão do agravamento da guerra no Oriente Médio.
De acordo com as reportagens, Joesley Batista é considerado um dos empresários brasileiros com maior proximidade com a Casa Branca e esteve entre os doadores da cerimônia de posse de Trump.
Reportagem publicada pela agência de notícias Bloomberg em dezembro do ano passado, aponta que Joesley Batista, viajou para Caracas na tentativa de persuadir o ditador venezuelano Nicolás Maduro a atender a um pedido de Donald Trump para que renuncie e, assim, permitisse uma transição pacífica do poder.
De acordo com a Bloomberg, o brasileiro se reuniu com Maduro no dia 23 de novembro, depois que o presidente dos EUA ligou para o líder do país para instá-lo a deixar a Venezuela.
A reportagem destaca o papel de Joesley Batista como mediador, na tentativa de amenizar as tensões políticas entre o governo Trump e a Venezuela.
A Bloomberg diz que autoridades do governo Trump estavam cientes dos planos de Batista de visitar Caracas, mas não foi solicitado a ele viajar em nome dos EUA.
"Joesley Batista não é representante de nenhum governo", disse a J&F SA, holding da família Batista, em comunicado à Bloomberg.
A Casa Branca não comentou a reportagem da agência. O Ministério da Informação da Venezuela e o gabinete da vice-presidente Delcy Rodríguez também não responderam aos pedidos da Bloomberg de comentários sobre a visita de Batista.
A viagem de Batista a Caracas ocorreu em meio a sinais crescentes de que o governo Trump está preparando operações militares dentro da Venezuela. Washington denominou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista e acusou Maduro de liderar o esquema.
A viagem de Batista a Caracas ocorreu antes da operação americana que prendeu Maduro. Washington denominou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista e acusou o venezuelano de liderar o esquema.
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O documento descarta a possibilidade de ter acontecido um acidente de carro, como registraram na época.
O dirigente nacional reforçou que o alinhamento atual do PT com João Campos não representa fechamento de portas para outras conversas.
A conversa entre os dois líderes passou por uma série de assuntos, como tarifaço, crime organizado, terras raras e as relações dos Estados Unidos com países da América Latina.
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