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Joesley Batista viajou a Venezuela para pedir renúncia de Maduro, diz agência de notícias

A reportagem destaca o papel do brasileiro como mediador, na tentativa de amenizar as tensões políticas entre o governo Trump e a Venezuela.

Ricardo Lélis

04 de dezembro de 2025 às 09:27   - Atualizado às 09:29

Nicolás Maduro e Joesley Batista.

Nicolás Maduro e Joesley Batista. (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Reportagem publicada pela agência de notícias Bloomberg na quarta-feira, 3 de dezembro, aponta que Joesley Batista, proprietário da JBS, viajou para Caracas na tentativa de persuadir o ditador venezuelano Nicolás Maduro a atender a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que renuncie e, assim, permita uma transição pacífica do poder.

De acordo com a Bloomberg, o brasileiro se reuniu com Maduro no último dia 23 de novembro, depois que o presidente dos EUA ligou para o líder do país para instá-lo a deixar a Venezuela.

A reportagem destaca o papel de Joesley Batista como mediador, na tentativa de amenizar as tensões políticas entre o governo Trump e a Venezuela.

A Bloomberg diz que autoridades do governo Trump estavam cientes dos planos de Batista de visitar Caracas, mas não foi solicitado a ele viajar em nome dos EUA.

"Joesley Batista não é representante de nenhum governo", disse a J&F SA, holding da família Batista, em comunicado à Bloomberg.

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A Casa Branca não comentou a reportagem da agência. O Ministério da Informação da Venezuela e o gabinete da vice-presidente Delcy Rodríguez também não responderam aos pedidos da Bloomberg de comentários sobre a visita de Batista.

A viagem de Batista a Caracas ocorreu em meio a sinais crescentes de que o governo Trump está preparando operações militares dentro da Venezuela. Washington denominou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista e acusou Maduro de liderar o esquema.

Os Estados Unidos realizam desde setembro vários ataques letais contra embarcações que supostamente transportam drogas no Caribe e no Pacífico, e acusam o ditador Nicolás Maduro de liderar um cartel de narcotráfico.

Caracas nega e argumenta que o objetivo de Washington é derrubar o presidente venezuelano e tomar o controle do petróleo do país

A reportagem da Bloomberg destaca que a JBS é proprietária da Pilgrim’s Pride Corp., produtora de frango com sede no Colorado, que doou US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump, a maior doação individual. A agência lembra ainda que a JBS obteve a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários para listar suas ações em Nova York.

Batista se reuniu com Trump no início deste ano para defender a remoção das tarifas sobre a carne bovina. A JBS é a maior fornecedora de carne do mundo e tem mais de 70 mil funcionários nos Estados Unidos e no Canadá.

A Bloomberg lembra também dos laços da família Batista com a Venezuela. Há anos, a JBS e Maduro negociaram um acordo de US$ 2,1 bilhões para o fornecimento de carne bovina e frango à Venezuela, em um momento em que o país passava por uma grave escassez de alimentos e hiperinflação.

Estadão Conteúdo

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