Do total, 729 resultaram na abertura de auditorias, que podem estar concluídas ou ainda em andamento.
30 de março de 2026 às 11:05 - Atualizado às 11:07
Controladoria-Geral da União (CGU). Fotos: Reprodução/CGU e Marcelo Camargo/Agência Brasil. Montagem: Portal de Prefeitura
A Controladoria-Geral da União (CGU) registrou 34.733 alertas de possíveis irregularidades em editais e processos de licitação da administração pública federal entre 1º de janeiro de 2023 e 5 de fevereiro de 2026.
Do total de alertas identificados, 729 resultaram na abertura de auditorias, que podem estar concluídas ou ainda em andamento.
Os dados fazem parte de um monitoramento contínuo realizado pelo órgão de controle, que utiliza ferramentas de análise preditiva e inteligência artificial para identificar riscos em contratações públicas. Apesar do uso de tecnologia, a CGU destaca que todos os alertas ainda precisam passar por verificação individual feita por auditores.
Essas apurações geraram 1.523 comunicações formais direcionadas aos gestores responsáveis pelos processos. Entre as medidas adotadas estão notificações, pedidos de esclarecimento e recomendações para correção de falhas encontradas.
Mesmo com o grande volume de dados coletados, a CGU reconhece que ainda enfrenta limitações na organização dessas informações. Segundo o órgão, os sistemas internos não permitem relacionar automaticamente cada alerta ao seu desfecho específico.
Isso significa que não é possível indicar, de forma imediata, quantos casos levaram à suspensão de licitações, cancelamentos ou encaminhamentos para outros órgãos de controle.
Além disso, o conteúdo das recomendações varia conforme cada situação analisada, o que dificulta a padronização das informações.
Para saber exatamente quais alertas resultaram em medidas concretas, seria necessário analisar individualmente cada auditoria e cada comunicação feita aos gestores.
De acordo com a CGU, esse tipo de levantamento exigiria um trabalho adicional de consolidação de dados, conforme previsto no Decreto nº 7.724/2012, que regulamenta o acesso a informações públicas no país.
Outro ponto destacado pelo órgão diz respeito ao encaminhamento dos casos para investigações mais amplas. A Controladoria informou que não possui uma base de dados estruturada capaz de apontar quantos alertas resultaram na abertura de investigações formais ou no envio de informações à Polícia Federal ou ao Ministério Público Federal.
Na prática, isso significa que cada situação precisa ser analisada separadamente para entender seus desdobramentos.
Esse modelo reforça o caráter técnico das auditorias, mas também evidencia desafios na integração e no acompanhamento dos dados.
A CGU também esclareceu que os 729 trabalhos de auditoria mencionados no levantamento dizem respeito exclusivamente à atuação do próprio órgão.
Ou seja, o número não inclui apurações conduzidas por unidades de auditoria interna de outros órgãos públicos, que também recebem os alertas e acompanham processos licitatórios dentro de suas respectivas áreas.
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