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Governo Lula gasta R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo até 2025; veja detalhes

Despesas no cartão corporativo da Presidência e órgãos federais chamam atenção pelo volume e diversidade de pagamentos.

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23 de fevereiro de 2026 às 17:36   - Atualizado às 17:45

Lula e Janja.

Lula e Janja. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrou gastos de mais de R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo até 2025. Somente no ano passado, as despesas atingiram R$ 423 milhões, ficando abaixo dos R$ 584 milhões registrados em 2024, mas ainda representando uma quantia significativa do orçamento público destinado a pagamentos administrativos e operacionais.

O cartão corporativo é utilizado pela Presidência e por órgãos do governo para despesas diversas, como serviços administrativos, pagamentos a fornecedores e pequenas compras. Entre os principais gastos do período estão empresas de materiais de construção, serviços de pagamento e plataformas de entrega de refeições, incluindo o iFood. Somente a Presidência da República foi responsável por R$ 55 milhões desses gastos em 2025, mostrando a concentração de despesas no Executivo federal.

Crescimento dos gastos e comparativo anual

Ao longo dos três primeiros anos do mandato, os gastos com o cartão corporativo foram distribuídos da seguinte forma: em 2023, R$ 430 milhões; em 2024, R$ 584 milhões; e em 2025, R$ 423 milhões. Apesar da redução em relação a 2024, o valor continua elevado e evidencia a importância do cartão para pagamentos do dia a dia da administração pública, mas também desperta discussões sobre transparência e fiscalização.

O uso do cartão corporativo é regulamentado e destinado a cobrir despesas de caráter institucional, incluindo compras emergenciais ou administrativas que exigem rapidez no pagamento. No entanto, a falta de detalhamento público sobre a maioria das transações levanta questionamentos sobre a responsabilidade no uso de recursos públicos.

Sigilo e fiscalização

Grande parte dos gastos permanece classificada como sigilosa, o que impede a divulgação detalhada de itens e valores exatos. Especialistas em administração pública alertam que o sigilo deve ser equilibrado com mecanismos de controle, para garantir que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e transparente. A discussão sobre a necessidade de prestação de contas detalhada é recorrente em análises de órgãos de controle e parlamentares.

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Perspectivas e impactos

Os dados sobre o uso do cartão corporativo mostram como o governo federal distribui os recursos para operações administrativas e estratégicas. Apesar de algumas críticas, o cartão facilita pagamentos urgentes, evita atrasos em serviços essenciais e contribui para a continuidade da gestão do Executivo. Especialistas destacam, porém, que o acompanhamento e a auditoria rigorosa são fundamentais para evitar desperdício e garantir que os gastos atendam ao interesse público.

Com o total de R$ 1,4 bilhão gasto até 2025, o cartão corporativo permanece como ferramenta relevante, mas também como objeto de debate sobre controle, eficiência e transparência na administração federal

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