Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex ministra da saúde, Nísia Trindade Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
O Ministério da Saúde incinerou R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos em 2025, segundo levantamento obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Do total, R$ 18,5 milhões correspondiam a produtos ainda dentro do prazo de validade, representando 17,1% do montante descartado.
Embora haja uma redução em relação a anos anteriores, o volume de incinerações permanece significativamente acima do período pré-pandemia da Covid-19. Entre os itens descartados estão bombas de infusão de fluidos, kits completos para monitoramento de glicose com validade até 2050, medicamentos oncológicos como blinatumomabe e brentuximabe vedotina, e imunizantes contra a dengue.
Em apenas três anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já foram incinerados R$ 2 bilhões em vacinas, medicamentos e insumos, o que corresponde a 3,3 vezes mais do que os R$ 601,5 milhões registrados durante todo o mandato de Jair Bolsonaro. O ápice do descarte ocorreu em 2023, quando o valor chegou a R$ 1,3 bilhão, impulsionado por imunizantes contra Covid e anestésicos.
Segundo o ministério, a taxa de incineração em 2025 foi de 1,48% do estoque total, com meta de redução para 1% em 2026. Entre os motivos para os descartes estão flutuações na demanda, judicialização das aquisições, mudanças nos protocolos de tratamento, alterações epidemiológicas de doenças como dengue, malária, tuberculose e hanseníase, e avarias nos produtos.
A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou auditoria no ministério e identificou descontrole na aquisição e no fornecimento de insumos. Como resposta, foram implementadas medidas como modernização digital do estoque, remanejamento de medicamentos entre estados e programas de saúde, doações para outros entes federados e países, e aquisição com cronograma de entregas flexível.
O ministério informou ainda que itens descartados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos, afastando o rótulo de desperdício. Medicamentos judicializados, após devolução ou decisão judicial, também são incinerados de acordo com normas sanitárias, como a RDC Anvisa nº 430/2020.
Apesar do alto valor incinerado, o governo defende que as ações resultam em maior transparência, eficiência e segurança sanitária, com monitoramento contínuo e uso de modelos preditivos para reduzir perdas futuras. A meta é atingir a taxa de incineração de 1% em 2026, consolidando o avanço na logística de distribuição do Sistema Único de Saúde (SUS).
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O levantamento considera uma simulação de rejeição múltipla, na qual os entrevistados podem indicar mais de um candidato em quem não votariam de jeito nenhum.
Na avaliação do desempenho do presidente, 15% consideram o trabalho de Lula ótimo e 12%, bom. Outros 33% classificam como regular, enquanto 16% avaliam como ruim e 23%, péssimo.
Outros 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
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