Protestos de Comunidades Carentes do Recife Foto: Arnaldo Sete/Marco Zero
Em entrevista ao site Marco Zero Conteúdo, o urbanista André Araripe trouxe uma reflexão ácida sobre as engrenagens que movem o planejamento urbano no Recife. Segundo ele, a dinâmica da cidade revela uma balança desequilibrada: “O Recife prefere comprar briga com a favela do que com o mercado imobiliário”.
A análise de Araripe foca no que ele descreve como uma conivência do poder público com a expansão desenfreada de grandes empreendimentos, enquanto o rigor da lei e a falta de investimentos seriam aplicados com mais dureza nas áreas de interesse social (ZEIS) e periferias.
Para o urbanista, a atual configuração urbana do Recife privilegia o lucro imediato das incorporadoras em detrimento da preservação da paisagem e da permanência de moradores históricos em áreas centrais. Entre os pontos destacados na entrevista ao Marco Zero, estão:
Gentrificação acelerada: A construção de grandes torres em bairros como Santo Amaro e proximidades do Porto Digital eleva o custo de vida e empurra a população mais pobre para áreas cada vez mais remotas.
Flexibilidade Legislativa: A crítica de que o Plano Diretor e as leis de uso do solo funcionam como facilitadores para o mercado, enquanto as soluções para o déficit habitacional permanecem em segundo plano.
Conflito de Interesses: Araripe sugere que a prefeitura evita confrontar os interesses das grandes construtoras, mas não hesita em realizar remoções ou negligenciar infraestrutura em comunidades populares sob a justificativa de "risco" ou "desordenamento".
"A cidade está sendo moldada para quem pode pagar por ela, e não para quem nela habita e trabalha", reforça a análise publicada pelo portal.
A fala de André Araripe chega como um alerta para a gestão de Victor Marques, que assume o desafio de dar continuidade ao trabalho de João Campos. Com o período de chuvas se aproximando e as tragédias históricas em morros e áreas de mangue, a pressão por uma política habitacional que não "brigue com a favela" torna-se o ponto central do debate político no Recife.
A declaração ecoa em movimentos sociais como o Ocupe Estelita e o Direitos à Cidade, que há anos denunciam a transformação do Recife em um "balcão de negócios" imobiliário. Para Araripe, o caminho para uma cidade mais justa passa obrigatoriamente por inverter essa lógica e priorizar a função social da propriedade sobre o interesse privado.
Entrevista completa está no Site Marco Zero Conteúdo
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