"Está difamando o País e mentindo lá fora dizendo que aqui é uma ditadura, e que ele teve de sair. Ou seja, ele tentou criar uma situação para se vitimizar", disse a Secretaria das Relações Institucionais (SRI).
Gleisi Hoffmann, Lula e Eduardo Bolsonaro Fotos: Ricardo Stuckert e Mario Agra / Câmara dos Deputados
A ministra da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou na sexta-feira, 21 de março, que o deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está prestando "um desserviço ao Brasil" ao se licenciar de seu mandato para permanecer nos Estados Unidos.
"Está difamando o País e mentindo lá fora dizendo que aqui é uma ditadura, e que ele teve de sair. Ou seja, ele tentou criar uma situação para se vitimizar", disse.
"O problema dele é que ele não enfrenta o debate político. Por que ele foi articular com o Congresso americano uma lei para impedir que brasileiros vão para lá? Uma lei contra o nosso ministro Alexandre de Moraes (do Supremo Tribunal Federal)?", continuou Gleisi. "Nós não podemos admitir isso. Esse País não pode ser governado pelos interesses americanos."
Sobre a pauta da anistia, cara à família Bolsonaro, a ministra afirmou que a proposta não tem a intenção exclusiva de libertar as pessoas que invadiram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, e sim livrar o ex-presidente da prisão. Segundo ela, esse é apenas um discurso utilizado pelo campo político da oposição.
"Ali não tem inocente. Esse tipo de argumento não cabe. Cerca de 570 pessoas foram liberadas porque fizeram acordo com a Procuradoria Geral da União (PGR). Pagaram multa, saíram da rede por dois anos e assistiram a um curso sobre democracia. Outras 400 pessoas poderiam ter sido liberadas também, mas se negaram a fazer acordo. Se negaram acordo, é porque realmente tinham o objetivo de fazer o que fizeram", disse a ministra.
Estadão Conteúdo
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
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