Gleisi Hoffmann ao lado de Janja. Foto: Reprodução / Redes sociais
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu que a primeira-dama, Rosângela da Silva, tenha um "cargo honorífico" no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na sua avaliação, é "injustiça" o que se faz com a primeira-dama em relação aos pedidos de informação sobre sua agenda, e ataques.
"Defendo, sim, que [Janja] tenha um cargo honorífico, [então] ela não vai receber nada, seja isso legalizado, porque é importante até que ela possa prestar contas, falar, não vejo problema nenhum", disse a ministra em entrevista à CNN Brasil.
"Acho que é importante ela ter condições de atuar. Ela é a companheira do presidente da República, ela tem um peso social importante", completou.
"Não vejo problema nenhum ela ter essa atuação pública e acho importante essa destinação de um cargo honorífico para a primeira-dama."
Gleisi Hoffmann afirmou ainda que o governo irá "encarar" o debate envolvendo o projeto de lei da Anistia no Congresso. Ela considera que a defesa sobre o tema se enfraqueceu, especialmente depois da baixa adesão registrada à manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro no último domingo, 16.
"Somos contra a anistia, esse debate nós vamos encarar e não pode ter, porque o que aconteceu no País foi muito sério", afirmou a ministra. "A tentativa de golpe deles foi muito séria, não foi uma brincadeira não, culminou no 8 de janeiro", completou.
Na avaliação de Gleisi, não há maioria para votar o projeto.
"Especialmente depois da manifestação que Bolsonaro chamou no Rio de Janeiro, acho que enfraqueceu bastante essa posição no Congresso Nacional", citou. "Mas é óbvio que vão tentar votar, fazer obstrução [de pauta]. Não conseguem fazer obstrução sozinhos, só o PL, teria que ter apoio de outros partidos, mas é a tentativa que vão fazer."
O projeto de lei de autoria do deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO) trata da anistia aos participantes do 8 de janeiro e reuniu outros semelhantes que foram apresentados na Câmara dos Deputados. É o texto mais avançado no Legislativo hoje.
O projeto também pode beneficiar Bolsonaro, já que diz que as pessoas que participaram de eventos antes ou depois de 8 de janeiro de 2023 que tenham conexão com os atos daquele dia também são alvos da anistia.
O PL, partido de Bolsonaro, avalia que já tem os votos necessários para aprovar a proposta. Por ser um projeto de lei, é necessário ter a aprovação da maioria da Casa, que tem 513 deputados.
Estadão Conteúdo
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