Alunos da rede estadual de ensino de Pernambuco. Foto: SEE-PE/Divulgação
A rede estadual de ensino de Pernambuco terá mudanças na matriz curricular dos anos finais do ensino fundamental a partir de 2026, com a inclusão obrigatória da disciplina História de Pernambuco. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e passa a valer para as turmas do 6º ao 9º ano das escolas estaduais, incluindo unidades de Educação Integral com jornadas de 30, 35 e 45 horas semanais.
Conforme a normativa, a disciplina integra a Parte Diversificada do Currículo (PD) e terá carga horária total de 160 horas ao longo do ciclo. A Secretaria de Educação informou que 342 escolas estaduais deverão adotar o novo componente curricular no próximo ano letivo, de acordo com a organização específica de cada matriz.
A reorganização curricular define modelos distintos conforme a carga horária semanal das unidades escolares. Nas escolas com 30 horas/aula, a parte diversificada passa a ser composta por História de Pernambuco, Recomposição de Língua Portuguesa, Recomposição de Matemática, Recomposição de Ciências Humanas e Eletiva.
Nas unidades com carga de 35 horas/aula, em regime integral, a matriz curricular inclui, além da História de Pernambuco, componentes como Iniciação Científica, Tecnologia e Cidadania Digital e Leitura, Arte e Movimento, ampliando o conjunto de atividades formativas oferecidas aos estudantes.
Já nas escolas com 45 horas/aula, também em regime integral, o currículo incorpora outros componentes, como Laboratório de Aprendizagem e Clubes de Protagonistas, mantendo a disciplina História de Pernambuco de forma expressa e obrigatória na parte diversificada.
Em todos os formatos previstos, a nova disciplina passa a compor oficialmente a matriz curricular dos alunos, deixando de ser tratada apenas como conteúdo transversal. O texto publicado no DOE estabelece que o ensino da História de Pernambuco deve abordar a formação histórica, política e cultural do estado, considerando as contribuições das matrizes indígena, africana e europeia.
A Secretaria de Educação destaca que a inclusão do componente busca fortalecer a identidade regional no processo de ensino-aprendizagem, garantindo maior espaço para conteúdos relacionados à história local dentro da organização curricular das escolas.
Para educadores, a mudança representa um ajuste na estrutura curricular tradicional, que historicamente prioriza conteúdos nacionais e internacionais. Com a nova matriz, os estudantes passam a ter contato sistematizado com acontecimentos, movimentos e processos históricos ocorridos em Pernambuco, integrados à carga horária regular da etapa.
A medida foi estabelecida pela Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE-PE), sob gestão de Gilson José Monteiro Filho, e oficializada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (14). A aplicação será obrigatória a partir do ano letivo de 2026 em todas as escolas estaduais que ofertam os anos finais do ensino fundamental.
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