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Gleisi Hoffmann classifica anistia como "assustador" e afirma que não deve ser discutida; veja vídeo

A ministra também observou que os deputados da base aliada provavelmente não estavam cientes do conteúdo da proposta, que, segundo ela, é uma "verdadeira barbaridade".

17 de abril de 2025 às 12:36   - Atualizado às 12:37

Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e ato do 8 de Janeiro.

Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e ato do 8 de Janeiro. Fotos: Agência Brasil

Uma semana após causar um mal-estar com o Supremo Tribunal Federal (STF) ao sugerir a possibilidade de negociação entre a ala governista e a oposição sobre a anistia aos envolvidos no ataque de 8 de janeiro, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reafirmou sua posição contra o projeto de lei e destacou que, caso haja revisão das penas, isso deve ser feito exclusivamente pelo Poder Judiciário. (Veja vídeo abaixo).

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, veiculada pela GloboNews na quarta-feira (16), a ministra afirmou que o “Congresso não pode nem colocar o projeto em discussão”. Ela também observou que os deputados da base aliada provavelmente não estavam cientes do conteúdo da proposta, que, segundo ela, é uma “verdadeira barbaridade”.

As declarações de Gleisi Hoffmann marcam uma mudança de postura após gerar indignação entre ministros do STF. Sua fala anterior sugeria que a ala governista poderia considerar um acordo com a oposição para reduzir as penas dos réus em troca da desistência da anistia total, estratégia que visaria evitar que o projeto beneficiasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Falar sobre anistia ou mediação de pena, ou redução de pena, em relação a algumas pessoas do 8 de janeiro, eu acho que é plenamente defensável do ponto de vista de alguns parlamentares. Talvez a gente até tenha que fazer essa discussão mesmo no Congresso. O que não pode acontecer é uma anistia àqueles que conduziram o processo de golpe no país, ao [Jair] Bolsonaro, aos generais, àqueles que foram responsáveis por planejar e, inclusive, planejaram uma operação chamada Punhal Verde e Amarelo, que previa a morte do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes", declarou ela em entrevista no último dia 10.

De acordo com a colunista Andréia Sadi, da GloboNews, magistrados do STF interpretaram a declaração de Gleisi como um indicativo de que o governo está sob pressão do Congresso e tem receio de que a oposição consiga avançar com a pauta, ao ponto de negociar a redução das penas para que Bolsonaro não seja alcançado pela anistia. Para alguns ministros, isso representaria uma usurpação das prerrogativas do Judiciário.

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Em resposta ao mal-estar gerado, Gleisi procurou esclarecer seu posicionamento:

"O que eu quis dizer é que cabe ao Congresso fazer a mediação com o Judiciário das questões envolvendo o 8 de janeiro dessas reclamações que parlamentares estão fazendo sobre penas elevadas. Conversar, sim, cabe ao Congresso. Mas revisar pena é Judiciário. Não tem anistia nenhuma, como quer Bolsonaro. São eles que manipulam a questão das penas para confundir a população e encobrir o objetivo de não pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia", afirmou a ministra. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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