Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann Foto:Jefferson Rudy/Agência Senado
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), classificou como "desavisados" os deputados que assinaram o pedido de urgência ao projeto que anistia os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
Segundo a ministra, o Congresso Nacional pode discutir a redução de penas aos civis condenados, mas afirmou que uma anistia geral beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros militares.
"Eu confio muito na palavra do presidente [da Câmara] Hugo Motta, de que esse projeto não irá a voto, até porque se for, cria uma crise institucional, como ele mesmo disse", afirmou Gleisi.
Quase 100 deputados da base aliada do governo são favoráveis ao perdão aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, de acordo com o Placar da Anistia do Estadão. Grande parte deles integra siglas do Centrão e está alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ao exigir 'anistia ampla, geral e irrestrita', o réu Jair Bolsonaro deixou cair a máscara. É para deixá-lo impune, junto com os comandantes do golpe", escreveu Gleisi em publicação no X (antigo Twitter).
A ministra acrescentou que vê alguns parlamentares interessados em mediar as penas das pessoas que participaram dos atos, que vêm sendo consideradas rigorosas por parte da sociedade.
Contudo, destacou que o texto que pode ser levado a votação é "um projeto que dá anistia ao Bolsonaro e aos generais".
"Nunca foi para o pipoqueiro, o sorveteiro nem a moça do batom. É para afrontar o Judiciário que Bolsonaro quer anistia prévia, antes de ser julgado. E quer que os deputados se prestem a esse papel, jogando o país numa crise institucional", completou a ministra.
Gleisi falou com jornalistas depois de participar de reunião no Palácio da Alvorada para a escolha de Pedro Lucas Fernandes (MA) como novo ministro das Comunicações.
Estadão Conteúdo
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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