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"O STF não vai aceitar", afirma Gilmar Mendes sobre impeachment de ministros

O ministro ainda afirmou que confia em Motta e Alcolumbre e acredita que projeto de anistia dos condenados de 8 de janeiro não será votado.

Fernanda Diniz

16 de setembro de 2025 às 14:23   - Atualizado às 14:54

 Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Nelson Jr./STF

Durante evento em São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que não será aceito pela Corte qualquer impeachment de ministros caso a justificativa sejam os votos dados pelos magistrados em processos julgados pelo tribunal.

"Não espero que o Senado venha a agir para buscar vindita em relação ao STF. Impeachment deve ser um processo regular. Se for por conta de voto de ministro, seria irregular. O STF não vai aceitar", declarou.

O evento em que Gilmar Mendes estava e deu declarações aconteceu no Dia Internacional da Democracia, o Fórum pela Democracia realizou na noite dessa segunda-feira (15), no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o Tuca, a 12ª edição do ato Direitos Já! – Em Defesa da Democracia e da Soberania Nacional.

Ao declarar confiança nos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Gilmar Mendes afirmou ter convicção de que o projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro de 2023 não será votado no Congresso.

"Temos um diálogo muito profícuo, respeitoso e efetivo com o presidente Hugo Motta e o presidente Davi, e temos toda a confiança neles. (…) Temos confiança no respeito à institucionalidade", afirmou.

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Gilmar também aproveitou para falar sobre as sanções dos Estados Unidos, afirmando que 'seria absurdo, da mesma forma, exigir que nós interrompêssemos, suspendêssemos ou liberássemos qualquer pessoa de um julgamento'. 

"Seria absurdo que em uma pauta de negociação comercial o Brasil exigisse que os Estados Unidos revelassem os Epstein Files, não faz sentido algum. Seria absurdo, da mesma forma, exigir que nós interrompêssemos, suspendêssemos ou liberássemos qualquer pessoa de um julgamento absolutamente regular", assinalou.

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