Jair Bolsonaro e Anderson Ferreira. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O presidente do Partido Liberal em Pernambuco, Anderson Ferreira, falou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro foi condenado na última quinta-feira, 11 de setembro, a 27 anos e 3 meses pelos crimes de: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Para Anderson, o motivo do julgamento teria “caráter político”. O político lembrou que três dos cinco ministros da Primeira Turma, que condenou Bolsonaro, são próximos ao governo atual.
Flávio Dino e Cristiano Zanin, ex-ministro do atual governo e advogado pessoal de Lula, e Moraes, que foi indicado por Temer e mantém proximidade com o presidente Lula.
“O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos supostamente envolvidos na chamada trama golpista no Supremo Tribunal Federal deixou claro o caráter político do processo. Dos cinco membros do Tribunal que participaram do julgamento, um é ex-ministro do atual governo, outro foi advogado pessoal e formal do presidente da República, e o relator é fruto de indicação pessoal e política do ex-presidente Michel Temer. Fica evidente, portanto, que a maioria da turma tem um viés político”, afirmou Anderson.
A forma como os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia atuaram também foi destacada pelo presidente do PL estadual. Para Anderson, os ministros agiram com mais técnica que os colegas da Corte, embora apenas Fux tenha votado contra a condenação do ex-presidente.
“Do outro lado, destacam-se dois ministros com perfis mais técnicos e jurídicos, menos suscetíveis a esse vício: a ministra Cármen Lúcia e o ministro Luiz Fux. Isso demonstra que jamais poderíamos esperar um julgamento totalmente isento”, disse.
Anderson Ferreira ainda destacou em sua fala que é necessário haver 'equilíbrio entre os Poderes e serenidade institucional', e que isso é necessário para que a página seja virada.
“O que o Brasil precisa neste momento é equilíbrio entre os Poderes e serenidade institucional, para que possamos virar essa página e construir um ambiente político menos polarizado. Manter o país refém de extremos não ajuda em absolutamente nada a sociedade brasileira”, afirmou Anderson Ferreira.
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Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos).
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
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