Flávio Dino. Foto: Victor Piemonte/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta, 11, que o golpe de 1964 tinha "menos prova documental" do que a tentativa de golpe supostamente lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados em 2022. (Veja vídeo abaixo)
"Só faltou lavrar a ata", apontou.
Veja vídeo:
Segundo Dino, com relação ao golpe de 1964, as provas só "emergiram" com a abertura dos arquivos do governo dos Estados Unidos.
"Nesse caso, o standart probatório não é só testemunhal como documental", declarou.
O aparte ocorreu em uma dobradinha com a ministra Cármen Lúcia, que votou pela condenação do núcleo crucial do golpe, formando maioria pela condenação do ex-presidente e de sete de seus aliados.
A ministra analisou a conduta de cada um dos réus. Apontou, por exemplo, que o delator Mauro Cid atuou, não como mero espectador, mas colaborando com atos criminoso.
A ministra destacava que a acusação contra o núcleo crucial da trama golpista supostamente gestada no governo Jair Bolsonaro é reforçada com provas, manuscritos e planilhas, considerando que os crimes de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito estão comprovados nos autos.
Segundo a ministra, a organização criminosa documentou "quase todas as fases da empreitada".
"Querem demonstrar que deu o golpe, fazem maquete do projeto e fotografam", indicou.
Estadão Conteúdo
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A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
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