Flávio Bolsonaro em ato de campanha. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado, 22 de agosto, que pretende classificar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos narcoterroristas caso seja eleito.
A declaração ocorreu durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro, realizado no Maracanãzinho.
Durante o discurso, Flávio disse que pretende adotar uma política de enfrentamento às organizações criminosas a partir do próximo ano.
A proposta de classificar as facções como grupos narcoterroristas, segundo o candidato, está incluída em seu plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, afirmou.
A declaração foi feita diante de apoiadores durante o evento político no Rio.
Ao falar sobre o uso de drones pelo crime organizado, Flávio comparou a realidade atual com situações de sua infância e afirmou que crianças estariam sendo treinadas para operar equipamentos usados em ações criminosas.
“Eu soltava pipa quando criança. Hoje estão sendo criadas e treinadas para usar drones com bomba. Só falta ter que comprar guarda-chuva blindado”, disse o candidato.
Durante o evento, Flávio também pediu votos para Carlos Jordy e Portinho, candidatos do PL ao Senado. O candidato à Presidência afirmou que pretende contar com os dois no Congresso para aprovar propostas de seu programa de governo.
Entre as medidas citadas, está uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Flávio disse que precisaria do apoio dos dois candidatos para aprovar uma medida que classificou como “Anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro”.
“Vou precisar do Jordy e do Portinho para aprovar a Anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro. Eu vou precisar do Jordy e do Portinho para libertar Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.
Os candidatos ao Senado também foram apresentados por Flávio como aliados na defesa de mudanças na legislação penal.
O candidato do PL afirmou ainda que pretende reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro. Outra proposta mencionada durante o discurso foi a adoção de castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.
Segundo o material apresentado, essa medida também consta no plano de governo de Flávio Bolsonaro. As propostas apresentadas no evento fazem parte das principais bandeiras que o candidato pretende levar para a disputa presidencial.
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O instituto entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%
Presidente mantém vantagem de quatro pontos sobre o candidato do PL, enquanto os dois aparecem em empate técnico no segundo turno.
O levantamento divulgado nesta sexta-feira (11) mostra a pedetista com 18% das intenções de voto no cenário de votos totais, três pontos acima dos 15% registrados em 21 de agosto.
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