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Desde 1989, Lula fala em combater a fome; promessa volta ao centro do debate em 2026

Há 37 anos, o combate à fome faz parte do discurso político de Lula e volta a ganhar destaque em meio ao cenário eleitoral brasileiro.

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22 de agosto de 2026 às 20:00   - Atualizado às 20:10

Lula em Campanha para Presidente em 1989

Lula em Campanha para Presidente em 1989 Foto: Reprodução TV Globo/Reprodução

A promessa de combater a fome acompanha Luiz Inácio Lula da Silva há quase 40 anos. Desde a primeira campanha presidencial, em 1989, o tema aparece em discursos e propostas do petista e, décadas depois, continua sendo utilizado como uma das principais bandeiras de sua atuação política.

Em 2026, novamente em um ano eleitoral, o assunto voltou ao centro do debate. Declarações recentes do presidente reacenderam discussões sobre uma promessa que atravessou diferentes campanhas, governos e momentos econômicos do Brasil.

A questão levantada por críticos de Lula é direta: quase quatro décadas depois das primeiras promessas, por que a fome continua sendo um tema recorrente no discurso presidencial?

Uma promessa que começou em 1989

A trajetória política de Lula ganhou projeção nacional justamente no período de redemocratização do Brasil. Em 1989, ele disputou pela primeira vez a Presidência da República e colocou questões sociais, pobreza e desigualdade entre os principais pontos de sua campanha.

Desde então, o combate à fome permaneceu associado à imagem política do petista.

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Lula voltou a disputar a Presidência em 1994, 1998 e 2002. A cada ciclo eleitoral, a situação econômica e social do país mudava, mas a redução da pobreza e o acesso à alimentação continuavam presentes entre as pautas defendidas pelo candidato.

A vitória finalmente veio em 2002.

O tema ganhou força no primeiro governo

Ao assumir a Presidência em 2003, Lula transformou o combate à fome em uma das marcas de seu governo.

O Fome Zero foi apresentado como uma estratégia para enfrentar a insegurança alimentar por meio de diferentes políticas públicas. Posteriormente, programas de transferência de renda foram integrados e ampliados, com destaque para o Bolsa Família.

A política social tornou-se uma das principais marcas dos governos petistas e passou a ocupar espaço central no discurso de Lula.

O combate à fome também passou a ser utilizado como argumento para defender a ampliação das políticas de transferência de renda e outras medidas voltadas à população de baixa renda.

Quase 40 anos depois, o tema continua

O ponto que voltou a provocar discussão em 2026 é justamente a longevidade da promessa.

Entre a primeira campanha presidencial de Lula, em 1989, e o atual cenário eleitoral de 2026, passaram-se 37 anos.

Nesse período, Lula foi candidato à Presidência diversas vezes, governou o país em três mandatos anteriores e voltou ao Palácio do Planalto em 2023.

Mesmo assim, a fome continua aparecendo como uma das principais bandeiras de seu discurso político.

Para apoiadores, a permanência do tema demonstra que o combate à insegurança alimentar continua sendo uma prioridade social e que políticas públicas precisam ser mantidas enquanto houver brasileiros em situação de vulnerabilidade.

Para críticos, entretanto, a repetição da promessa ao longo de décadas levanta questionamentos sobre a capacidade dos diferentes governos de produzir uma solução definitiva para o problema.

A discussão não termina apenas na promessa

Embora a frase “acabar com a fome” tenha forte impacto político, a análise da realidade brasileira exige observar indicadores.

Dados sobre pobreza, extrema pobreza, insegurança alimentar, renda, emprego e acesso a programas sociais ajudam a medir os avanços e os problemas existentes em cada período.

Também é necessário diferenciar fome, insegurança alimentar e pobreza. Os conceitos estão relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa.

Por isso, uma avaliação sobre o desempenho de qualquer governo precisa considerar o período analisado, a metodologia utilizada e os indicadores disponíveis.

Tema volta ao debate eleitoral

Em 2026, a discussão ganha uma dimensão ainda mais política por ocorrer durante mais um processo eleitoral.

Depois de quase quatro décadas desde a primeira campanha presidencial de Lula, o combate à fome permanece como uma das bandeiras mais conhecidas do presidente.

A oposição utiliza a longa trajetória da promessa para questionar os resultados obtidos ao longo dos anos. O governo, por sua vez, destaca programas sociais e indicadores que considera avanços na redução da pobreza e da insegurança alimentar.

O debate, portanto, está longe de ser apenas sobre uma declaração.

É uma discussão que acompanha Lula desde 1989 e que, 37 anos depois, continua fazendo parte do discurso político do presidente.

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