Lula em Campanha para Presidente em 1989 Foto: Reprodução TV Globo/Reprodução
A promessa de combater a fome acompanha Luiz Inácio Lula da Silva há quase 40 anos. Desde a primeira campanha presidencial, em 1989, o tema aparece em discursos e propostas do petista e, décadas depois, continua sendo utilizado como uma das principais bandeiras de sua atuação política.
Em 2026, novamente em um ano eleitoral, o assunto voltou ao centro do debate. Declarações recentes do presidente reacenderam discussões sobre uma promessa que atravessou diferentes campanhas, governos e momentos econômicos do Brasil.
A questão levantada por críticos de Lula é direta: quase quatro décadas depois das primeiras promessas, por que a fome continua sendo um tema recorrente no discurso presidencial?
A trajetória política de Lula ganhou projeção nacional justamente no período de redemocratização do Brasil. Em 1989, ele disputou pela primeira vez a Presidência da República e colocou questões sociais, pobreza e desigualdade entre os principais pontos de sua campanha.
Desde então, o combate à fome permaneceu associado à imagem política do petista.
Lula voltou a disputar a Presidência em 1994, 1998 e 2002. A cada ciclo eleitoral, a situação econômica e social do país mudava, mas a redução da pobreza e o acesso à alimentação continuavam presentes entre as pautas defendidas pelo candidato.
A vitória finalmente veio em 2002.
Ao assumir a Presidência em 2003, Lula transformou o combate à fome em uma das marcas de seu governo.
O Fome Zero foi apresentado como uma estratégia para enfrentar a insegurança alimentar por meio de diferentes políticas públicas. Posteriormente, programas de transferência de renda foram integrados e ampliados, com destaque para o Bolsa Família.
A política social tornou-se uma das principais marcas dos governos petistas e passou a ocupar espaço central no discurso de Lula.
O combate à fome também passou a ser utilizado como argumento para defender a ampliação das políticas de transferência de renda e outras medidas voltadas à população de baixa renda.
O ponto que voltou a provocar discussão em 2026 é justamente a longevidade da promessa.
Entre a primeira campanha presidencial de Lula, em 1989, e o atual cenário eleitoral de 2026, passaram-se 37 anos.
Nesse período, Lula foi candidato à Presidência diversas vezes, governou o país em três mandatos anteriores e voltou ao Palácio do Planalto em 2023.
Mesmo assim, a fome continua aparecendo como uma das principais bandeiras de seu discurso político.
Para apoiadores, a permanência do tema demonstra que o combate à insegurança alimentar continua sendo uma prioridade social e que políticas públicas precisam ser mantidas enquanto houver brasileiros em situação de vulnerabilidade.
Para críticos, entretanto, a repetição da promessa ao longo de décadas levanta questionamentos sobre a capacidade dos diferentes governos de produzir uma solução definitiva para o problema.
Embora a frase “acabar com a fome” tenha forte impacto político, a análise da realidade brasileira exige observar indicadores.
Dados sobre pobreza, extrema pobreza, insegurança alimentar, renda, emprego e acesso a programas sociais ajudam a medir os avanços e os problemas existentes em cada período.
Também é necessário diferenciar fome, insegurança alimentar e pobreza. Os conceitos estão relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa.
Por isso, uma avaliação sobre o desempenho de qualquer governo precisa considerar o período analisado, a metodologia utilizada e os indicadores disponíveis.
Em 2026, a discussão ganha uma dimensão ainda mais política por ocorrer durante mais um processo eleitoral.
Depois de quase quatro décadas desde a primeira campanha presidencial de Lula, o combate à fome permanece como uma das bandeiras mais conhecidas do presidente.
A oposição utiliza a longa trajetória da promessa para questionar os resultados obtidos ao longo dos anos. O governo, por sua vez, destaca programas sociais e indicadores que considera avanços na redução da pobreza e da insegurança alimentar.
O debate, portanto, está longe de ser apenas sobre uma declaração.
É uma discussão que acompanha Lula desde 1989 e que, 37 anos depois, continua fazendo parte do discurso político do presidente.
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Mobilização percorreu as ruas da cidade e reuniu apoiadores em defesa da continuidade do projeto político liderado pela governadora.
Presidente fazia discurso em apoio a Eduardo Paes quando mencionou pessoas que não acreditam em Deus e, na sequência, citou uma ação divina.
O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04496/2026.
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