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"Está escancarado: Alexandre de Moraes está decidido a matar Jair Bolsonaro", afirma Carlos

Em tom de desabafo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o magistrado estaria conduzindo uma ofensiva para destruir física e psicologicamente o ex-chefe do Executivo.

Isabella Lopes

09 de agosto de 2025 às 16:15   - Atualizado às 16:46

Carlos Bolsonaro e Moraes.

Carlos Bolsonaro e Moraes. Fotos: Reprodução e Fellipe Sampaio /STF

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 8 de agosto, em publicação do seu perfil no X.  Em tom de desabafo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o magistrado estaria conduzindo uma ofensiva para destruir física e psicologicamente o ex-chefe do Executivo.

“Está escancarado: Alexandre de Moraes está decidido a matar Jair Bolsonaro”, escreveu o parlamentar, alegando que o ministro, a quem chamou de “guardião da Constituição”, teria se tornado “seu coveiro”.

Menção a atentado e histórico de cirurgias

Carlos Bolsonaro citou o atentado sofrido pelo pai em 2018, durante a campanha presidencial, atribuindo a autoria a um ex-filiado do PSOL. Ele lembrou que, desde o episódio, Bolsonaro passou por sete cirurgias de emergência e, segundo o vereador, enfrenta agora uma “perseguição homeopática e calculada” que visa desgastá-lo.

"Após a tentativa de assassinato cometida por antigo filiado de partido aliado ao PT (PSOL), Bolsonaro sobreviveu a sete cirurgias de emergência – e, desde então, é vítima de uma perseguição homeopática e calculada para destruí-lo física e psicologicamente, junto com seus aliados e o povo que ousa não se submeter", disse Carlos no X.

O parlamentar afirma que essa suposta perseguição atinge não apenas Bolsonaro, mas também aliados políticos e parte da população que se opõe ao atual sistema político.

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Acusações de violações de direitos humanos

Em suas declarações, Carlos Bolsonaro acusou Alexandre de Moraes de praticar atos que configurariam atentados aos direitos humanos, ao mesmo tempo em que se apresenta como defensor desses direitos.

Segundo ele, haveria “tortura para arrancar delações sem provas”, desrespeito ao devido processo legal, buscas e apreensões sem justificativa, prisões consideradas ilegais e casos de mortes que teriam sido abafados.

"Atentados aos direitos humanos, praticados por quem se autoproclama defensor deles, se repetem dia após dia. Tortura virou método para arrancar delações validadas sem provas; o devido processo legal foi violentado; buscas e apreensões sem fundamento; prisões ilegais; mortes abafadas", afirmou o filho de Bolsonaro. 

O vereador também criticou a falta de investigações sobre denúncias envolvendo desvios no INSS, corrupção e possíveis violações à independência dos Poderes, apontando Moraes como responsável por não avançar nesses casos.

"Enquanto isso, investigações sobre desvios no INSS, indícios de corrupção generalizada e violações à independência dos Poderes são esquecidos justamente por quem deveria investigar. Tudo para sustentar uma perseguição implacável contra quem não reza a cartilha da “organização”, disse o vereador. 

Comparação com a Venezuela

Carlos Bolsonaro comparou o cenário político brasileiro a eventos que levaram a Venezuela a uma crise econômica e política. Ele afirmou que o sistema estaria se estruturando com “as mesmas artimanhas” que, segundo ele, resultaram no modelo ditatorial do país vizinho.

De acordo com o vereador, ditadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estariam “blindados” e teriam sido protegidos de críticas durante a campanha presidencial de 2022, por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

"O enredo é idêntico ao que destruiu a Venezuela. Não por acaso, os ditadores aliados de Lula, que Alexandre de Moraes proibiu de serem citados na campanha de 2022, seguem blindados pelo sistema", disse Carlos. 

Críticas à imprensa e cenário político

O parlamentar também atacou o que chamou de “velha imprensa”, afirmando que veículos tradicionais fariam parte de um “establishment” alinhado a interesses ideológicos. Ele questionou a ausência de críticas ao governo de Nicolás Maduro, especialmente em relação às tarifas de 70% impostas pela Venezuela ao Brasil.

Para Carlos, a prioridade de parte da imprensa seria “ideológica e, muitas vezes, sanguinária”, e o “terror” aplicado no Brasil seria calculado. Apesar das críticas, ele encerrou a manifestação afirmando que “isso vai acabar”, sem detalhar de que forma.

"Por que a velha imprensa não questiona as tarifas de 70% impostas por Maduro contra o Brasil? Simples: a prioridade é ideológica e, muitas vezes, sanguinária. O terror que aplicam aqui é calculado. O circo segue na várzea da “democracia” dos inconsequentes. Mas isso vai acabar", finalizou Carlos em seu perfil do X. 

 

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