A pesquisa ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março de 2026, por meio de entrevistas domiciliares presenciais.
Flávio Bolsonaro e Lula. Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura
Se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o movimento teria mais chances de aumentar o voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, do que no próprio candidato de direita.
É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta sexta-feira, 13 de março. O levantamento mostra que 32% dos eleitores afirmam que o eventual endosso do republicano aumentaria as chances de votar em Lula, ante 28% que dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.
Outros 19% responderam que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar em um terceiro candidato - que não fosse nem Flávio Bolsonaro nem Lula.
Para 14%, o movimento não mudaria ou não faria diferença no voto Já 7% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março de 2026, por meio de entrevistas domiciliares presenciais conduzidas com questionários estruturados.
A margem de erro máxima estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-05809/2026.
A análise por posicionamento político revela a maior divisão do levantamento. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 79% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar em Lula. Apenas 2% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.
Entre os que se declaram de esquerda não lulista, o padrão se repete: 69% indicam que o movimento favoreceria Lula, ante 5% que apontam para Flávio.
No campo oposto, os bolsonaristas apontam na direção inversa com a mesma intensidade: 80% afirmam que o endosso de Trump aumentaria as chances de votar em Flávio Bolsonaro, e apenas 2% dizem o mesmo para Lula.
Entre os que se posicionam como direita não bolsonarista, 59% indicam Flávio como beneficiário e 3% apontam Lula.
Entre os independentes - grupo que representa 32% dos eleitores da amostra, o maior segmento do eleitorado -, o impacto do apoio de Trump se mostra mais fragmentado: 33% dizem que o movimento aumentaria as chances de votar em um terceiro candidato, 22% afirmam que não mudaria ou não faria diferença, 19% indicam Lula e 16% indicam Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores que se declaram católicos, 35% afirmam que o endosso de Trump aumentaria as chances de votar em Lula, ante 27% que apontam Flávio Bolsonaro.
Entre os evangélicos, a relação se inverte: 36% indicam Flávio como o candidato que mais se beneficiaria do apoio do republicano, enquanto 22% apontam Lula.
Estadão Conteúdo
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