Lula olhando para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O desempenho fiscal das empresas estatais brasileiras atingiu em fevereiro de 2026 o seu nível mais baixo para o mês em mais de uma década. Segundo o relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (31), as companhias registraram um déficit de R$ 568,14 milhões. O resultado só não é pior que o de fevereiro de 2015, quando o rombo chegou a R$ 827,93 milhões.
O saldo das estatais contribuiu para o fechamento negativo do Setor Público Consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas públicas. No total, o país registrou um déficit de R$ 16,4 bilhões no mês de fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o rombo chega a R$ 52,8 bilhões.
Os dados do Banco Central expõem uma disparidade entre os níveis de governo:
Governo Central (União): Registrou déficit de R$ 29,5 bilhões no período.
Governos Regionais (Estados e Municípios): Apresentaram um superávit de R$ 13,7 bilhões, ajudando a amortecer o impacto do deficit federal e das estatais no saldo consolidado.
A trajetória da dívida pública continua em ascensão, acendendo sinais de alerta para o mercado financeiro e autoridades monetárias. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que compreende o Governo Federal, INSS e governos subnacionais — avançou para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em termos nominais, o endividamento brasileiro alcançou a marca histórica de R$ 10,2 trilhões. Analistas apontam que a combinação de juros em patamares elevados e a dificuldade de gerar superávit primário no Governo Central são os principais vetores para o crescimento da relação dívida/PIB, o que pressiona a confiança de investidores e a classificação de risco do país.
| Indicador | Resultado |
| Déficit das Estatais | R$ 568,14 milhões |
| Déficit do Governo Central | R$ 29,5 bilhões |
| Superávit Regional | R$ 13,7 bilhões |
| Déficit Consolidado | R$ 16,4 bilhões |
| Dívida Bruta / PIB | 79,2% |
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