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Estatais registram déficit de R$ 568 milhões em fevereiro, pior resultado em 11 anos

Rombo é o maior para o mês desde 2015; Setor Público Consolidado fecha fevereiro com saldo negativo de R$ 16,4 bilhões e dívida bruta sobe para 79,2% do PIB.

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01 de abril de 2026 às 13:49   - Atualizado às 14:59

Lula olhando para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Lula olhando para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O desempenho fiscal das empresas estatais brasileiras atingiu em fevereiro de 2026 o seu nível mais baixo para o mês em mais de uma década. Segundo o relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (31), as companhias registraram um déficit de R$ 568,14 milhões. O resultado só não é pior que o de fevereiro de 2015, quando o rombo chegou a R$ 827,93 milhões.

O saldo das estatais contribuiu para o fechamento negativo do Setor Público Consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas públicas. No total, o país registrou um déficit de R$ 16,4 bilhões no mês de fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o rombo chega a R$ 52,8 bilhões.

Desequilíbrio entre Entes Federativos

Os dados do Banco Central expõem uma disparidade entre os níveis de governo:

  • Governo Central (União): Registrou déficit de R$ 29,5 bilhões no período.

  • Governos Regionais (Estados e Municípios): Apresentaram um superávit de R$ 13,7 bilhões, ajudando a amortecer o impacto do deficit federal e das estatais no saldo consolidado.

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  • Endividamento e PIB

    A trajetória da dívida pública continua em ascensão, acendendo sinais de alerta para o mercado financeiro e autoridades monetárias. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que compreende o Governo Federal, INSS e governos subnacionais — avançou para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Em termos nominais, o endividamento brasileiro alcançou a marca histórica de R$ 10,2 trilhões. Analistas apontam que a combinação de juros em patamares elevados e a dificuldade de gerar superávit primário no Governo Central são os principais vetores para o crescimento da relação dívida/PIB, o que pressiona a confiança de investidores e a classificação de risco do país.

    Resumo dos Indicadores (Fevereiro/2026):

    Indicador Resultado
    Déficit das Estatais R$ 568,14 milhões
    Déficit do Governo Central R$ 29,5 bilhões
    Superávit Regional R$ 13,7 bilhões
    Déficit Consolidado R$ 16,4 bilhões
    Dívida Bruta / PIB 79,2%

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