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Eleições: Nunes Marques vota contra solicitação do PT por mais recursos do Fundo Eleitoral

Com isso, a distribuição dos 48% do Fundo Eleitoral destinados às legendas permanece suspensa até que o tribunal retome a discussão

Romildo Lacerda

13 de agosto de 2026 às 15:43   - Atualizado às 15:44

Nunes Marques, presidente do TSE e Lula, fundador do PT

Nunes Marques, presidente do TSE e Lula, fundador do PT Foto: Fellipe Sampaio/STF-Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, votou nesta quinta-feira, 13 de agosto, contra a solicitação do PT para que fosse revista a forma de cálculo da parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinada ao partido nas eleições de 2026.

A análise do processo, no entanto, não foi concluída. A ministra Estela Aranha pediu vista dos autos para examinar o caso com mais tempo, interrompendo o julgamento. Com isso, a distribuição dos 48% do Fundo Eleitoral destinados às legendas permanece suspensa até que o tribunal retome a discussão.

Divergência envolve tamanho das bancadas

O processo trata da composição da Câmara dos Deputados utilizada pelo TSE como referência para definir a divisão dos recursos. Pelas regras eleitorais, os 48% do FEFC são repartidos entre os partidos levando em consideração o número de deputados federais de cada legenda em 1º de junho do ano da eleição.

O Partido dos Trabalhadores contesta a composição registrada nessa data por causa de uma alteração ocorrida na bancada de Alagoas. Em maio, uma nova totalização dos votos das eleições de 2022 levou à diplomação de um suplente do Republicanos, fazendo a bancada petista cair de 69 para 68 deputados.

A retotalização foi finalizada em 13 de maio, enquanto a diplomação do novo parlamentar ocorreu dois dias depois. Em 20 de maio, contudo, o ministro Dias Toffoli determinou a suspensão do procedimento em razão de um recurso que ainda aguardava julgamento.

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O partido argumenta que, diante dessa decisão, deveria ser considerada a composição anterior da Câmara no cálculo do FEFC. Na avaliação da legenda, essa configuração garantiria ao PT uma fatia maior dos recursos destinados às campanhas.

Nunes Marques defende manutenção da nova composição

O presidente do TSE apresentou entendimento contrário ao pedido petista. Para Nunes Marques, a determinação de Dias Toffoli não anulou retroativamente a retotalização que já havia sido concluída pela Justiça Eleitoral.

O ministro considerou relevante o fato de que a nova totalização havia sido finalizada e o suplente do Republicanos já havia sido diplomado quando a decisão de suspensão foi proferida. Dessa forma, segundo seu voto, a composição atualizada da Câmara deveria ser levada em conta no cálculo do fundo.

Com esse entendimento, o ministro afirmou que, em 1º de junho, a Justiça Eleitoral já registrava uma bancada de 68 deputados do PT e um parlamentar a mais do Republicanos. Essa seria, portanto, a composição válida para estabelecer a distribuição do FEFC.

Após o pedido de vista, Nunes Marques também chamou atenção para o impacto da decisão sobre todas as siglas. Segundo ele, uma eventual mudança na composição da Câmara poderá alterar a parcela destinada a diferentes partidos, e não somente ao PT.

Enquanto não concluirmos esse julgamento não será distribuído absolutamente nada de 48% para nenhum dos partidos, porque essa decisão pode impactar os demais”, afirmou.
 

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