Prefeito de São Paulo abordou candidato do PT após Haddad citar suspeitas investigadas sobre contrato de R$ 108 milhões.
10 de agosto de 2026 às 13:10 - Atualizado às 13:26
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad. Fotos: Reprodução
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, protagonizaram um bate-boca após o debate transmitido pela Band na noite deste domingo, 9 de agosto. A discussão ocorreu depois de Haddad citar suspeitas envolvendo um contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo.
Durante as considerações finais, Haddad criticou a parceria entre Nunes e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que o prefeito teria aumentado o endividamento da cidade em mais de R$ 50 bilhões. O petista também mencionou suspeitas relacionadas ao contrato de instalação de pontos de wi-fi gratuito na capital.
Pouco antes, Tarcísio havia elogiado Nunes e classificado o prefeito como “o maior prefeito da história” de São Paulo ao defender a parceria entre os dois.
Após o encerramento do debate, Nunes abordou Haddad e o pegou pelo braço. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, interveio e afastou Haddad para evitar que a discussão entre os dois continuasse.
Ao ser abordado pela reportagem, Nunes afirmou que Haddad deveria ter responsabilidade ao fazer as declarações durante o debate. O prefeito negou ter cometido irregularidades relacionadas ao contrato de wi-fi e criticou o adversário.
“É uma pessoa que está faltando com a verdade e isso é muito ruim para quem quer ser candidato, não citar a verdade para as pessoas”, declarou Nunes.
O contrato citado durante o debate foi firmado em junho de 2024 entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), no valor de R$ 108 milhões. O acordo prevê a instalação, operação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades da capital.
O contrato é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Segundo as informações apresentadas no material, uma das linhas de investigação apura se parte dos recursos destinados ao serviço teria sido desviada para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ICB é administrado pela empresária e jornalista Karina Ferreira da Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme.
Depois do debate, Haddad afirmou que considerou normal a reação de Nunes e disse que discussões mais acaloradas podem ocorrer durante disputas eleitorais.
O candidato do PT também afirmou que a questão envolvendo o contrato de wi-fi precisa ser esclarecida. Segundo ele, a investigação deve determinar se houve ou não irregularidades.
“Não sou eu que digo que tem ou não tem [corrupção no wi-fi]. Isso está sendo investigado. Cheira mal... mas nem tudo que cheira mal... Pode ser que seja explicado. Mas que é esquisito é”, afirmou Haddad.
O prefeito de São Paulo já havia feito críticas públicas ao petista antes do debate. Na semana passada, Nunes chamou Haddad de “professorzinho de nariz empinado, incompetente e sem vergonha”. A declaração levou parlamentares do PT a procurarem o Ministério Público de São Paulo para pedir que o prefeito fosse investigado.
*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
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