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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pode ser conduzido coercitivamente pela CPMI do INSS

"Vai ficar muito pior se no dia 26 não acontecer o que nós acertamos com a defesa", declarou o presidente da comissão

04 de fevereiro de 2026 às 14:30   - Atualizado às 14:32

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), avalia recorrer à condução coercitiva caso o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master não compareça ao depoimento marcado para 26 de fevereiro

Nesta terça-feira, 3, o senador atendeu a um pedido da defesa de Vorcaro e adiou o depoimento que estava marcado para esta quinta, 5, para depois do carnaval.

"A CPMI pode determinar trazê-lo sob condução coercitiva. Vai ficar muito pior se no dia 26 não acontecer o que nós acertamos com a defesa, que é mandar a polícia buscá-lo em casa, uma vez que nós já temos até a autorização do Supremo Tribunal Federal para que ele venha", disse Viana em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira, 4 de fevereiro.

"É hora do seu Vorcaro começar a falar. Fui muito firme com a defesa para que ele comece a falar para 254 mil aposentados que tinham os descontos pelo banco dele sem confirmação de origem. Ou seja, o INSS repassava o dinheiro ao Banco Master", disse.

"Nós queremos entender do senhor Vorcaro, de onde ele conseguiu essa carteira, essa transferência para o INSS foi republicana ou teve favorecimento político? Nesse período, as pessoas que reclamavam que estavam sendo enganadas, de que maneiras elas foram atendidas? Isso foi colocado para a defesa, que inclusive mostrou muito boa vontade em trazê-lo caso eu concordasse com o adiamento", complementou.

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Viana ressaltou ainda que o objetivo da CPMI do INSS com o depoimento é restrito aos esclarecimentos sobre os descontos considerados irregulares e que a comissão não pode avançar sobre outros aspectos da atuação da instituição financeira.

"Eu adoraria investigar toda a relação do Banco Master com o mercado financeiro, com as instituições ligadas ao governo. Mas eu não posso fazer isso, o meu limite constitucional da CPMI termina nos descontos irregulares. A nossa relação com Daniel Vorcaro e o Banco Master são os 254 mil contratos que ele tinha em mãos", afirmou Viana.

Ainda na terça-feira, o presidente da CPMI do INSS esteve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para tratar de questões relacionadas ao Banco Master. De acordo com o parlamentar, Toffoli assegurou que autorizará o deslocamento de Daniel Vorcaro a Brasília para prestar depoimento à comissão.

Viana afirmou ainda que o ministro se comprometeu a liberar o acesso às quebras de sigilo do banqueiro assim que a Polícia Federal concluir a consolidação dos dados, etapa que, segundo o senador, deve ser finalizada entre duas e três semanas.

Estadão Conteúdo

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