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Confusão domina sessão da CPMI do INSS com quebra de sigilo do filho de Lula

A sala da comissão virou palco de briga. A sessão foi interrompida e a TV Senado parou de transmitir o vídeo do local.

Fernanda Diniz

26 de fevereiro de 2026 às 14:51   - Atualizado às 15:15

CPMI do INSS.

CPMI do INSS. Foto: Reprodução/Redes sociais

Em meio a um clima de tensão, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), todos os requerimentos em pauta, que incluíam investigações contra Fábio Luís da Silva, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares, investigados pela Polícia Federal por envolvimento em esquema de descontos associativos, e até a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. (Veja vídeo abaixo)

O governo tentou aprovar os 87 requerimentos em bloco, para depois derrubá-los, enquanto a oposição defendia a votação individual de cada item.

No fim, em uma votação simbólica, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), acabou consagrando a vitória da oposição.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Foi nesse momento que a sessão se transformou em um verdadeiro tumulto, levando à interrupção da reunião e à suspensão da transmissão pela TV Senado.

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A sessão desta quinta-feira é considerada uma das mais importantes da fase final da comissão, já que os requerimentos aprovados precisam ser analisados antes do término do mandato do colegiado, previsto para 28 de março.

O clima ficou ainda mais tenso quando membros do governo se aproximaram da mesa onde estavam o presidente da CPMI e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

A Polícia Legislativa e deputados da oposição tiveram que intervir para conter o confronto. Entre os momentos mais intensos, uma discussão acalorada ocorreu entre o deputado Rogério Correia (PT-MG), da base governista, e Evair Vieira de Melo (PP-ES), da oposição.

Os parlamentares do governo defendiam a votação em bloco, alegando que Carlos Viana estaria favorecendo a oposição ao pautar apenas requerimentos favoráveis a eles.

“A partir do momento que o senhor (Viana) colocar na pauta os requerimentos, estamos dispostos a analisar os demais. O senhor coloca na pauta itens já rejeitados e deixa de fora elementos ainda não analisados”, disse um parlamentar petista.

O impasse também envolveu pedidos de investigação contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, membros da Igreja Lagoinha, da qual o senador Viana faz parte, e outros aliados da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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