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Comandantes das Forças Armadas recebem aumento de 13%, enquanto tropa ganha 4,5% no governo Lula

Diferença de reajuste entre altos oficiais e base militar gera críticas sobre distorções salariais.

Redação Portal de Prefeitura

23 de julho de 2025 às 17:20   - Atualizado às 17:47

O general Tomás Paiva (de cinza) e o presidente Lula durante cerimônia do Dia do Exército

O general Tomás Paiva (de cinza) e o presidente Lula durante cerimônia do Dia do Exército Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Em 2025, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica receberam um aumento acumulado de aproximadamente 13% em suas remunerações. Enquanto isso, a maioria dos militares da ativa, da reserva e pensionistas foi contemplada com apenas 4,5% de reajuste neste ano — parte de um acordo escalonado que prevê mais 4,5% a partir de janeiro de 2026.

A elevação salarial dos comandantes ocorre pela combinação de dois aumentos distintos: o reajuste do soldo militar e a correção salarial para cargos comissionados civis que eles ocupam no governo federal. Todos os três são militares da reserva, mas exercem funções estratégicas na administração pública federal, o que lhes permite acumular os dois pagamentos.

A remuneração de cargo comissionado dos comandantes passou de cerca de R$ 18,8 mil para mais de R$ 24,5 mil em abril, representando um salto de cerca de 30% sobre essa parcela do salário. Já o soldo militar — base da remuneração dos militares — também foi reajustado em 4,5%, somando-se à correção dos comissionados.

Com isso, a remuneração bruta mensal dos comandantes das Forças Armadas ultrapassa atualmente os R$ 65 mil. Para comparação, a média salarial dos militares de patentes mais baixas, como soldados e cabos, permaneceu praticamente estagnada, mesmo com o reajuste.

O aumento para a base da tropa foi aprovado junto com o reajuste dos comandantes, mas limitado a 4,5% este ano. Um novo reajuste de mesmo percentual está previsto para janeiro de 2026, totalizando 9% no período. Mesmo assim, o índice é considerado insuficiente por associações de militares, que apontam defasagem em relação à inflação dos últimos anos.

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A diferença entre os percentuais reajustados tem gerado críticas entre representantes das forças, que veem a medida como um exemplo de disparidade dentro da própria hierarquia militar. Muitos apontam que o topo da cadeia foi priorizado, enquanto os militares da linha de frente — em sua maioria com salários mais baixos — continuam com perdas acumuladas.

A medida também reacende debates sobre os custos da folha militar para o orçamento público, sobretudo em um cenário de contenção fiscal. Com altos salários no topo e aumento limitado na base, o governo é pressionado a buscar equilíbrio entre reconhecimento, responsabilidade fiscal e justiça salarial dentro das Forças Armadas.

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