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Clarissa Tércio assina proposta que mira tirar Erika Hilton da presidência da Comissão da Mulher

A deputada estadual Clarissa Tércio já havia criticado a eleição da parlamentar para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Fernanda Diniz

18 de março de 2026 às 14:00   - Atualizado às 14:00

Erika Hilton e Clarissa Tércio.

Erika Hilton e Clarissa Tércio. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A deputada federal Clarissa Tércio (PL-PE) afirmou que assinou um projeto apresentado por parlamentares da oposição que propõe mudanças na Câmara dos Deputados, incluindo a possibilidade de novas eleições para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

A iniciativa teria como objetivo a substituição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) da presidência do colegiado. A parlamentar foi eleita para o cargo na última semana, com 11 votos.

Segundo Clarissa Tércio, a proposta busca estabelecer que a presidência da comissão seja ocupada por uma mulher cisgênero.

"Assinei o projeto da oposição para garantir que a Comissão da Mulher seja presidida por uma mulher. Não dá pra aceitar distorção nem desrespeito com um espaço que foi conquistado com tanta luta. Querem mudar regra, apagar identidade e fingir que está tudo normal. Não está. Lugar de fala de mulher é de mulher. E isso não está em negociação".

Clarissa Tércio se posiciona contra Erika Hilton 

A deputada estadual Clarissa Tércio já havia criticado a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. (Veja vídeo abaixo)

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A parlamentar foi escolhida na quarta-feira (11) com 11 votos e se tornou a primeira mulher trans a assumir o comando do colegiado.

A declaração de Clarissa Tércio ocorreu durante participação na própria comissão, na Câmara dos Deputados. A deputada afirmou que, em sua avaliação, a presidência do colegiado deveria ser ocupada por alguém que vivencie experiências relacionadas à realidade feminina.

“Como eu posso ser representada por uma pessoa que não entende o que eu passo? Como que a gente vai colocar uma pessoa que nunca gerou, que nunca amamentou, que nunca menstruou, que não sabe o que é saúde da mulher, para representar o que as mulheres brasileiras pensam? Falar sobre violência à mulher, falar sobre desigualdade no trabalho, falar sobre filhos. Gente, isso aqui é algo muito claro para todos nós”, disse.

Em seguida, a parlamentar continuou a crítica ao comentar o objetivo da comissão e a participação de mulheres no debate.

“Então essa comissão, ela nasceu para dar vozes às mulheres, porque só quem vive essa realidade é que tem propriedade para falar sobre elas. Então é importante aqui a gente lembrar, as mulheres lutaram muito para conquistar seus espaços, e a gente vai perdendo os nossos espaços, e o maior absurdo é ver mulheres concordando com isso”, afirmou.

Veja vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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